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Uso de uma enzima na alimentação de peixes pode melhorar a produção e a rentabilidade dos criatórios no Brasil

🕔19.fev 2025

Mudanças na alimentação dos peixes de tanques, faz com que a produção possa crescer e a rentabilidade aumentar. A mudança promissora é a inclusão de uma enzima na dieta dos peixes. A piscicultura brasileira tem se consolidado como um dos segmentos mais promissores do agronegócio, impulsionada especialmente pela produção de tilápias. Representando 65% da produção nacional de peixes de cultivo, essa atividade movimenta bilhões de reais e emprega milhões de pessoas direta e indiretamente.

O uso da enzima protease exógena é um dos avanços mais significativos nesse cenário. A protease exógena é uma enzima fundamental na melhoria para o processo digestivo dos peixes. Sua principal função é melhorar a digestibilidade das proteínas presentes na ração, permitindo que os peixes absorvam com mais eficiência os nutrientes essenciais para seu crescimento e desenvolvimento.

De acordo com a nutricionista animal da Quimtia Brasil, Juliana Forgiarini, a inclusão dessa enzima na dieta dos peixes pode trazer benefícios expressivos, tanto em termos de saúde animal quanto de rentabilidade para os produtores. “Ela [a protease] melhora significativamente a conversão alimentar, o que significa que as tilápias crescem mais rapidamente e de maneira mais saudável, utilizando uma menor quantidade de ração para atingir o peso ideal. Isso reduz custos para o produtor e aumenta o rendimento”, explica.

Ainda segundo ela, ao possibilitar uma digestão mais eficiente, a enzima também reduz o desperdício de nutrientes, impactando diretamente a qualidade da água dos viveiros. “A menor carga orgânica nos tanques diminui a proliferação de patógenos, reduzindo a incidência de doenças e a necessidade de tratamentos preventivos, tornando a piscicultura mais sustentável”, enfatiza.

Embora os peixes já produzam proteases endógenas para a digestão das proteínas, a suplementação com enzimas exógenas melhora significativamente a eficiência digestiva. Para Juliana, sem essa tecnologia, o desempenho zootécnico torna-se menos eficiente, exigindo uma maior quantidade de ração e ingredientes mais digestíveis para atingir os mesmos resultados.

 

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