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Previsões de crescimento para a quantidade de usinas de produção de etanol no Brasil

🕔10.out 2024

O setor de produção de etanol de milho está aquecido e otimista. A projeção é de que a cadeia produtiva de etanol de cereais, a quantidade de usinas anunciadas ou em funcionamento deve ter um crescimento de 75% nos próximos anos. A indústria de etanol de cereais está há quase uma década no Brasil em constante crescimento. A observação é do gerente de desenvolvimento de negócios da Novonesis, Rafael Piacenza. Segundo ele, estamos passando por um momento de otimismo, com previsão de mais anúncios de novas plantas e aumento de produção.

“Hoje temos 32 usinas (em produção, em construção ou não operação). Se unirmos anúncios de novas construções e de empresas que nos prospectam, esse número deve chegar a 56 nos próximos anos”, afirma Piacenza. A projeção, que foi apresentada durante um painel sobre oportunidades e desafios para o setor, também prevê que em um futuro próximo – cerca de cinco anos –, o processamento de milho por dia alcançará 107 mil toneladas, chegando a gerar de 11 milhões de toneladas de DDGs por ano. O aumento de usinas também deve impulsionar a produção de etanol de milho, que para a safra 2024/25 está prevista para 8 bilhões de litros/ano, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Essas novas usinas devem mudar o cenário atual. A predominância dessa indústria atualmente está no Centro-Oeste, totalizando pouco mais de 70%. A previsão é que nos próximos anos o mercado se expanda para outros estados, como Maranhão e Rio Grande do Sul. Estas novas fronteiras possibilitaram a utilização de diferentes grãos/matérias-primas, como sorgo, trigo e triticale. “O grande interesse é reflexo da busca por energias renováveis e o bom momento do setor, com bom retorno e margens do mercado atrativas”, afirma Piacenza.

O aumento da produtividade também pode auxiliar na expansão do setor. Fabrício Leal Rocha, diretor do negócio de bioenergia da Novonesis na América Latina, explicou como melhorar a lucratividade da produção: “Existem alguns desafios, mas nos parece apropriado para o momento atual aumentar a produtividade ao otimizar processos, utilizando suporte técnico especializado e as novas gerações de leveduras”, por exemplo, comenta.

Em 2023, segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), a exportação de DDGs chegou a 608 mil toneladas. O acumulado de 2024, de janeiro a agosto, já está em 496 mil toneladas, com estimativa de fechar próximo aos números de 2023.

A estimativa do setor, apresentada por Pedro Paranhos, CEO da Evolua Etanol, é de que, para a temporada 2034/35, 36% do etanol produzido será de milho, uma produção em torno de 16 a 18 bilhões de litros. Para o mesmo período, a projeção para o etanol de cana é de 31 e 33 bilhões, também com um crescimento, mas menos evidente que o do grão. Hoje o etanol de milho representa 23% do mercado.

 

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