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Praga do tomate pode ser combatida com resíduo da larva de inseto

🕔09.abr 2024

Equipe de cientistas da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da Embrapa identificaram que o resíduo da produção comercial da larva de Tenebrio molitor, inseto comumente utilizado na alimentação animal, tem um efeito supressivo sobre dois patógenos importantes para a agricultura: o fungo Fusarium oxysporum e o nematoide Meloidogyne incognita.

Os patógenos em questão, como o fungo Fusarium oxysporum e os nematoides do gênero Meloidogyne, representam uma constante ameaça para os agricultores, resultando em perdas econômicas consideráveis e desafios significativos para a segurança alimentar. Estima-se que esses patógenos causem prejuízos que alcançam bilhões de dólares anualmente em todo o mundo.

Experimentos laboratoriais avaliaram os efeitos desses resíduos sobre a germinação de esporos e sobre o crescimento de Fusarium oxysporum raça 3. Os cientistas também avaliaram efeitos sobre a eclosão, a mobilidade e a mortalidade de juvenis de Meloidogyne incognita. Os resultados revelaram uma redução significativa na germinação dos esporos do fungo, chegando a até 84%, e uma redução impressionante na eclosão do nematoide, alcançando 97%.

Além disso, o estudo pioneiro revelou que a incorporação e incubação do resíduo da larva de Tenebrio molitor ao solo promove o crescimento e o desenvolvimento das plantas ao aumentar a quantidade de nutrientes disponíveis. O trabalho mostrou ainda que não é tóxico às plantas, isto é, não causa fitotoxicidade. Além disso, o resíduo contém uma microbiota benéfica que produz substâncias essenciais para o desenvolvimento saudável das plantas. Um dos componentes encontrado no resíduo é a quitina, um polímero que traz diversos benefícios à agricultura.

O pesquisador da UFLA João Pedro Gondim destaca a importância do estudo. “A pesquisa demonstrou científica e tecnicamente as vantagens do uso do resíduo de Tenebrio molitor, não só para as biofábricas de insetos e os usuários do resíduo, mas também para os produtores e os profissionais da área agrícola. Observamos um aumento significativo na biomassa aérea e radicular das plantas e evidenciamos os mecanismos de ação que suprimem populações desses patógenos.”

 

 

 

 

 

 

 

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