Cuidados para evitar a contaminação de antibióticos no leite das vacas
Os antibióticos são usados no tratamento de diversas doenças que acometem os animais nas fazendas de leite. Porém, quando aplicados sem cuidado, podem se tornar um problema. A doença mais comum nas propriedades leiteiras é a mastite – clínica ou subclínica. A enfermidade causa inflamação na glândula mamária do animal, prejudicando a qualidade e a quantidade de leite produzido. A vaca infectada pode deixar de produzir de 0,5 a 3 quilos de leite por dia.
Para os especialistas da Embrapa, quando o animal apresenta o quadro de mastite clínica, o produtor consegue visualizar alterações no leite e às vezes inchaços e vermelhidão na glândula mamária. Já na mastite subclínica, o animal não apresenta alterações no leite nem na glândula mamária.
O tratamento com antibióticos quando o animal apresenta mastite clínica deve ser feito em conjunto com boas práticas de manejo do gado para que o leite não fique contaminado por resíduos que compõem a fórmula do medicamento. Também deve ser ministrado com orientação de um médico veterinário.
Quando o tratamento é feito durante a lactação, é importante que o leite dos animais tratados não seja misturado com o leite dos animais não tratados. Na ordenha mecânica, o leite deve ser retirado em latões separados, descartado e não deve ser fornecido para outros animais. Após a ordenha, esse latão deve ser adequadamente limpo e higienizado, como os demais utensílios que entram em contato com o leite.
O animal deve ser adequadamente identificado para que não seja confundido com outros animais que não estão sob tratamento, já que existe um período após o tratamento em que o leite deve continuar a ser descartado, que varia de acordo com o antibiótico utilizado.
Queda na produção de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais 0

