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Produtores de camomila querem o reconhecimento de Indicação Geográfica

🕔27.abr 2022

Os produtores rurais de Mandirituba, no Paraná, buscam a Indicação Geográfica para a camomila produzida na região de Mandirituba, área Metropolitana de Curitiba. Trazida há cerca de 40 anos para o município por imigrantes europeus, principalmente da região da Polônia e Ucrânia, a iniciativa em prol do reconhecimento da erva medicinal envolve produtores da região, o Sebrae Paraná e a Prefeitura de Mandirituba.

A camomila é um produto paranaense que está no processo de busca pela Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Com início em outubro de 2021, as ações estão em fase de planejamento estratégico, que conta com a produção do caderno de especificações técnicas e o estatuto para a criação de uma associação dos produtores de camomila de Mandirituba. A cidade é conhecida nacionalmente como a capital da camomila.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SEAB), em 2020, foram produzidas 280 toneladas da camomila, com valor bruto de produção de 6 milhões e 640 mil reais, equivalente a 11,93% do total do município. Ao todo, são cerca de 40 produtores na região. Em 2021, segundo a secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Mandirituba, foram cerca de 430 toneladas produzidas.

A Indicação Geográfica (IG) é importante para os pequenos negócios e produtores, pois é considerada um diferencial competitivo. Além disso, esse signo permite a valorização dos produtos tradicionais brasileiros e a herança histórico-cultural, protegendo as regiões produtoras. Nesse contexto, o legado agrega à área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade.

 

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