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Agricultores ajudam na recuperação da bacia do Rio Miringuava no Paraná

🕔13.abr 2022

O plantio de mais de 1.400 mudas de mata nativa em uma propriedade rural em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), marcou o início da fase de restauração florestal na Bacia do Rio Miringuava. A ação é parte do movimento Viva Água, que busca a conservação e a recuperação de áreas estratégicas da bacia, como nascentes, margens de rios e seus afluentes, com o objetivo contribuir com a segurança hídrica e amenizar impactos gerados por períodos de estiagem e chuva excessiva. Além disso, a restauração deve aumentar a renda de agricultores familiares da região por meio da diversificação da produção, criação de novas oportunidades de negócios e aumento da produtividade nas propriedades. Até o final do ano, 10 hectares de áreas degradadas em pequenas propriedades rurais devem ser recuperados.

“A restauração da cobertura vegetal vai trazer inúmeros benefícios aos agricultores e a toda a comunidade. Um solo bem cuidado funciona como um filtro que reduz a quantidade de sedimentos que chega ao rio, deixando a água mais limpa e reduzindo assim os custos com o tratamento da água. O solo coberto com vegetação funciona como uma esponja, que absorve a água e libera aos poucos, o que garante a disponibilidade desse recurso por mais tempo para todos”, explica Guilherme Karam, gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, idealizadora do Movimento Viva Água.

Luciana explica que o plano para a restauração foi realizado de acordo com suas necessidades e interesses, a partir de diagnóstico elaborado pela equipe do movimento Viva Água. “É muito bom contar com essa assistência e com o apoio de profissionais especializados”, ressalta a agricultora. As próximas propriedades escolhidas para a restauração na região também terão assessoria personalizada. “É importante entender a realidade de cada produtor, a área disponível para restauração e a melhor forma de integrar a floresta com o tipo de cultura existente. A partir desse diagnóstico, podemos escolher os tipos de mudas nativas utilizadas, os sistemas de plantio e a manutenção necessária”, explica Karam.

Além das mudas inseridas em áreas degradadas, o projeto contempla a inserção de espécies nativas para enriquecimento da biodiversidade em partes dos terrenos onde já existe vegetação e a integração da mata nativa com espécies de valor comercial, como a erva-mate.

 

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