Um mel produzido no Paraná tem indicação geográfica
Na região oeste do Paraná, o mel começou a ser um produto explorado comercialmente entre os anos 50 e 60. Desde então, apicultores investem nos apiários para conseguirem o sustento familiar e transmitem a atividade entre as mais variadas gerações. Na cooperativa – Coofamel – por exemplo, muitos cooperados são netos ou bisnetos dos pioneiros da apicultura, fazendo com que o mel seja muito mais que um produto, mas um elo de conexão entre as famílias.
A Coofamel tem sede no município de Santa Helena e abrange outros 54 municípios da região oeste paranaense. Atualmente, conta com mais de 270 cooperados e tem uma média de produção bastante significativa, na última safra, os apicultores ultrapassaram a marca de 200 toneladas de mel coletados.
Em todo o País, além do mel do oeste, há apenas outros dois registros de mel com IG – Indicação Geográfica. O primeiro, concedido em março de 2015, na espécie Indicação de Procedência ao mel produzido na região pantaneira dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O segundo foi concedido em setembro de 2015, com a Denominação de Origem ao paranaense “Mel de Ortigueira”.
O Mel Oeste do Paraná, valoriza a identidade regional e leva em consideração um dos principais diferenciais da sua composição: a riqueza da flora local. “Nosso território, entre Foz do Iguaçu e Guaíra, está às margens do Lago Itaipu e temos outras riquezas naturais pelo caminho. Aqui, as abelhas visitam milhares de flores diferentes das que existem em outras regiões do País e isso colabora para que tenhamos um mel com sabor inigualável”, explica o presidente da Coofamel, Antônio Schneider.

