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Nova técnica de consórcio de grãos com forrageiras reduz as plantas daninhas no plantio de soja

🕔10.nov 2021

Estudo da  Embrapa Cerrados  (DF) mostra que o plantio consorciado de grãos com gramíneas forrageiras é capaz de reduzir a incidência de plantas daninhas no cultivo da soja. Após duas safras com os sistemas, foi possível observar a diminuição de até 87% do peso seco dessas espécies invasoras. Paralelamente, a técnica resultou em ganhos de 8% de produtividade média da oleaginosa. Esses resultados indicam que as gramíneas forrageiras, além de atuarem como plantas de cobertura do solo, podem ser inseridas em sistemas consorciados ou em sucessão como uma das estratégias para intensificação sustentável do sistema agrícola.

De acordo com levantamento realizado pela  Embrapa Soja  (PR) nas principais regiões produtoras do País, os custos de produção em lavouras dessa oleaginosa com plantas daninhas resistentes a herbicidas como o glifosato podem subir até 222%, não somente pelo aumento de custos com esses produtos , mas também pela perda de produtividade.

A pesquisa avaliou o plantio do sorgo granífero consorciado com as espécies forrageiras braquiária ruziziensis ( Urochloa ruziziensis ) e o capim-marandu ( U. brizantha ) no cultivo de segunda safra da soja cultivada em sucessão no verão. O objetivo foi observar como uma dinâmica de plantas daninhas no campo é influenciada pelo cultivo de sorgo na safrinha em dois espaçamentos entre linhas (0,5 m e 0,7 m) consorciado com as duas gramíneas e nos cultivos solteiros das três espécies. Uma área cultivada com soja e deixada em pousio sem restante do ano também foi avaliada.

O experimento foi conduzido durante dois anos consecutivos, e como realizado durante o ciclo do sorgo na safrinha e na soja em sucessão. Os pesquisadores analisaram ainda a população e a matéria seca e o banco de sementes de plantas daninhas no solo durante os dois anos agrícolas.

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