Extratos de plantas podem ser usados como defensivos agrícolas naturais
Alguns frutos abundantes no Cerrado pouco conhecidos da população, como a sucupira branca e a macaúba, além de outros como dendê, girassol, soja e nim, podem ser utilizados para a produção de defensivos naturais. Esses produtos são usados em substituição aos defensivos químicos que além de ser poluentes, representam um custo que pesa no bolso do pequeno produtor.
“Esses defensivos naturais atuam em pequenas pragas como cochonilhas, pulgões, ácaros. E também atuam em várias doenças de plantas, controlando-as, como a antracnose do limão taiti e a antracnose da manga”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Nilton Junqueira. “Há fortes evidências de atuação desses produtos no controle também de pragas de bovinos, como carrapatos, e como repelentes de mosca-dos-chifres. No entanto, as pesquisas não são conclusivas”, explica ainda o pesquisador, aconselhando que antes de usar o defensivo em rebanhos, o produtor consulte um veterinário.
Para fazer o defensivo natural utilizando uma macaúba ou uma sucupira, por exemplo, é preciso extrair o óleo dos frutos. Para essa extração do produto vai precisar de álcool comum, de uso caseiro, ou álcool combustível. Depois de preparado, o produto pode ser armazenado, em alguns casos, por até seis meses.
Além de ser produtos ecologicamente recomendados, já que não prejudica o meio-ambiente, os defensivos agrícolas à base de extrato de plantas permite que o produtor diminua ou mesmo elimine o uso de defensivos químicos em sua propriedade, o que representa uma redução de gastos . É importante que o produtor procure ajuda de um técnico agrícola para fazer a preparação desses defensivos naturais.
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