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Orientações para o controle correto do ataque de pragas nas plantações de soja

🕔17.ago 2020

O manejo adequado ajuda no combate a doenças na lavoura de soja oferecendo mais rentabilidade e segurança para os produtores rurais. Um detalhe importante, segundo os especialistas da Bayer é rever o histórico da área para entrar com o manejo adequado e evitar danos maiores. Essa etapa consiste em averiguar quais são as pragas que podem prejudicar a lavoura.

Para desenvolver esse controle é preciso também conhecer as pragas que atracam a plantação. Veja abaixo algumas delas:

Corós

Os corós são da família Melolonthidae.  Presentes em diversas regiões do Brasil, as espécies dessas pragas são dos gêneros Phyllophaga spp., Cyclocephala spp., Diloboderus spp. e Liogenys spp. Esse tipo de praga se desenvolve no solo, causando danos no sistema radicular da soja. Isso significa que a cultura pode ser infectada desde a germinação da semente. Em casos de cultivo sob plantio direto, a infestação pode ser ainda maior.

Em fase larval, os corós possuem um corpo recurvado e esbranquiçado, com três pares de pernas torácicas. As larvas podem chegar a até 4 cm de comprimento e ficar nesse estágio por 250 dias. Os corós se alocam em uma profundidade do solo que pode chegar até 30 cm. Geralmente, eles atacam o sistema radicular em reboleira, comprometendo todo o ciclo da cultura da soja.

No caso do ataque de corós, veja quais são as principais soluções para o controle.

A fase larval ocorre no início da estação chuvosa, época que coincide com a o plantio de soja. Isso justifica a necessidade de realizar o monitoramento da área no pré-plantio, o que permite encontrar possíveis focos dessa praga. É necessário prosseguir com o tratamento prévio das sementes. Além disso, é importante prosseguir com a aplicação de biodefensivos no sulco de semeadura a fim de evitar que as larvas ataquem a raiz na germinação.

No sistema de plantio convencional, é ideal que o agricultor realize o controle cultural por meio do revolvimento do solo. Isso fará com que as larvas fiquem expostas a inimigos naturais, temperatura e umidade desfavoráveis ao seu desenvolvimento. Além disso, é importante que sejam evitadas semeaduras tardias, já que a probabilidade de encontrar estágios mais avançados de corós é maior. Com essas medidas, a cultura de soja poderá se desenvolver sem maiores riscos.

Outra praga conhecida é o Percevejo-castanho-da-raiz

O percevejo-castanho-da-raiz, assim como o coró, tem hábitos subterrâneos, o que pode causar danos no ciclo inicial da cultura de soja. Essa praga é da Cydnidae, da ordem Hemiptera. As espécies que mais acometem a soja são a Scaptocoris castânea e a Atarsocoris brachiariae. A fase adulta possui coloração marrom-claro e mede, aproximadamente, 7 mm. Já as ninfas possuem coloração branco-amareladas e são um pouco menores.

Independente de ser adulto ou ninfa, o percevejo-castanho-da-raiz se alimenta de seiva. Ele insere o aparelho bucal sugador labial no tecido das raízes, injeta toxinas e suga a seiva, impedindo assim o crescimento das plantas. Essa praga provoca amarelamento e desidratação na cultura de soja. Em períodos chuvosos, ela se aloca na camada mais superficial do solo. Em períodos mais secos, ela permanece em profundidade que pode chegar a 2 metros.

Para controlar o ataque do percevejo-castanho-da-raiz, é importante que o agricultor saiba que a presença do percevejo-castanho-da-raiz também pode ser detectada pelo odor característico. Essa praga emite o feromônio, substância de comunicação da espécie, que é facilmente identificado pelo olfato humano.

Como ela tem hábito de se aprofundar no solo, o monitoramento deve ser realizado logo após o início das chuvas. Antes de começar o plantio, realize amostragens na área para avaliar se há a presença de percevejo-castanho-da-raiz. Caso eles sejam identificados, prossiga com o tratamento de sementes e aplicação de biodefensivos específicos para esse tipo de praga. Também é importante seguir o protocolo de aplicação de defensivos agrícolas no sulco da semeadura.

O controle cultural é mais uma maneira de controle que contribui para o manejo do percevejo-castanho-da-raiz. Nesse caso, o ideal é que ele seja realizado por meio da aração do tipo aiveca, de modo para expor as larvas a condições adversas.

Ainda esta semana vamos publicar outras pragas que atacam a soja e o manejo adequado para esse controle. Acompanhe.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE