Sementes de maracujá resistentes a pragas
As novas cultivares foram selecionadas a partir de espécies silvestres e servem como porta-enxerto para cultivares comerciais de maracujá-azedo. Embrapa desenvolveu as cultivares BRS Terra Nova e BRS Terra Boa.
Causada por um fungo, fusariose provoca a morte de maracujazeiros e dizima a produção de maracujá em regiões comprometidas pela doença.
Pesquisas realizadas em parceria com a cooperativa Coopernova, Pesagro-Rio, Instituto Federal Fluminense e Universidade Federal Rural do Semiárido permitiram chegar às cultivares de porta-enxerto registradas no Ministério da Agricultura.
Uso de mudas enxertadas já vem ampliando a produção de maracujá em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Bahia e em outras áreas comprometidas pela fusariose.
As duas novas cultivares de maracujás silvestres estão trazendo de volta a possibilidade de produção do maracujá-azedo em Mato Grosso. Os materiais BRS Terra Nova (BRS TN) e BRS Terra Boa (BRS TB) são resistentes à fusariose, doença que dizimou os maracujazeiros no estado.
Outras duas cultivares, também resistentes à doença têm apresentação prevista para os próximos meses: a BRSRJ MD, validada no Rio de Janeiro em condições de Mata Atlântica, e a UFERSA BRSRM 153, validada no Rio Grande do Norte e Bahia em condições do Semiárido e Cerrado.
As novas cultivares são das espécies Passiflora nitida Kunth (BRS TN) e Passiflora alata Curtis (BRS TB). Elas foram desenvolvidas e validadas na região norte de Mato Grosso por meio de uma parceria da Embrapa e a Coopernova. Materiais selecionados de diferentes espécies e híbridos interespecíficos foram testados em áreas com problemas de fusariose de produtores rurais associados à Coopernova a partir do ano de 2008. As cultivares BRS TN e BRS TB foram as que melhor se adaptavam à região, apresentavam compatibilidade com cultivares de maracujá-azedo Passiflora edulis, mantinham-se produtivas e, acima de tudo, não apresentavam sintomas ou mortalidade por fusariose.
Os fungos Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae e Fusarium solani causam, respectivamente, o entupimento do sistema vascular e a podridão das raízes, levando à morte prematura das plantas. Esses fungos estão presentes no solo e aproveitam de lesões nas raízes para infectar a planta. Com o tempo ocorre o apodrecimento das raízes e a murcha das folhas, levando o maracujazeiro à morte. O controle é difícil, uma vez que não existem alternativas químicas nem outras estratégias eficazes para o manejo da doença. Além disso, o fungo pode sobreviver por muitos anos no solo, mesmo na ausência de plantas.
“Muitos produtores desistem do maracujá por causa da fusariose. Por isso, a apresentação das primeiras cultivares de maracujás silvestres, para uso como porta-enxerto, desenvolvidas pelo PMGM representa um marco importante para a cultura no País”, afirma Faleiro, que também atua como chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados. Ele ressalta que os novos materiais foram validados em condições comerciais e registrados no Ministério da Agricultura.
As avaliações em áreas de produtores mostraram uma produtividade de plantas enxertadas de 28 a 30 toneladas por hectare (t/ha). Para conseguir esta produtividade, os produtores associados da Coopernova utilizam tecnologia no sistema de produção como o uso de cultivares copa geneticamente superiores, correção da acidez e fertilidade do solo, podas de formação, polinização manual, irrigação, adequada nutrição e manejo fitossanitário das plantas. Essa produtividade obtida por mudas enxertadas é o dobro da média de produtividade nacional, de 14 t/ha a Givanildo acredita ainda que é possível evoluir nas pesquisas em relação às técnicas de enxertia para aumentar a produtividade das morte das plantas.
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