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Pesquisadores apontam fatores de risco para infecções de mastite em vacas leiteiras

🕔21.fev 2019

mastite embrapaDurante as primeiras semanas, após a secagem e antes do parto, as vacas estão mais susceptíveis ao desenvolvimento de novas infecções intramamárias. Porém, o risco não é igual para todo o rebanho. Alguns fatores que ocorrem em todo o quarto mamário podem influenciar no aparecimento das mastites, entre eles: a integridade individual de cada teto, a população bacteriana presente na extremidade do teto, o fechamento do esfíncter e a formação do tampão de queratina.

A formação do tampão de queratina e o fechamento do teto ocorre, normalmente, 16 dias após o fim da lactação. Estudos avaliaram a taxa de fechamento, em condições naturais à campo, obtendo os seguintes resultados: Cerca de 3% a 5% dos tetos nunca se fecham, e 97% das mastites que ocorreram durante o período seco foram em tetos sem tampão de queratina.

Os especialistas dizem que durante as três primeiras semanas da secagem, que corresponde à involução ativa da glândula mamária, eventos fisiológicos podem inibir a capacidade de defesa da glândula mamária e favorecer o crescimento bacteriano na região.

Um alto nível produtivo imediatamente antes da secagem é um dos principais motivos para o vazamento de leite. Estudos indicam que vacas com vazamento de leite, fora do período de lactação, tiveram um risco seis vezes maior para o desenvolvimento de novas mastites, em relação às vacas que não apresentaram escape.

Um estudo multicêntrico realizado na Europa demonstrou que vacas com vazamento de leite durante a secagem tiveram duas vezes mais chances de desenvolver mastites clínicas do que aquelas que não apresentaram o problema. Isso, destaca a importância da prevenção eficaz dos vazamentos.

Um estudo de Scherpenzeel et al. (2014) mostrou que com a redução do uso de antibióticos durante o período seco, o número de infecções intramamárias e a quantidade de mastites aumentam inicialmente. Os pesquisadores avaliaram que os quartos mamários tratados e curados durante a terapia de vaca seca tinham um risco três vezes maior de serem infectados novamente, durante a lactação subsequente, quando comparados com os quartos que não foram contaminados durante a secagem. O estudo apontou que o tratamento durante o período sem lactação é capaz de tratar as infecções existentes, mas a susceptibilidade inerente à infecção é retida.

Levando em consideração o uso racional de antibióticos, as medidas que reduzem as chances de novas infecções, sem utilizar o medicamento, são cada vez mais importantes para indústria leiteira. Atualmente no mercado existem duas alternativas disponíveis para auxiliar na secagem: selantes internos de teto e facilitador de secagem.

Os selantes internos de tetos criam uma barreira física no local. Esse tipo de produto está no mercado há vários anos e diversos estudos de campo demostram sua eficácia na proteção contra novas infecções intramamárias igual ou superior, se comparada com os animais tratados com antibioticoterapia, ou com aqueles que não receberam nenhuma intervenção. Nas circunstâncias atuais, o selante de teto é uma alternativa útil para o tratamento de vacas que não foram infectadas durante a secagem.

Outro importante auxiliar nessa prevenção é o facilitador de secagem. Atualmente, o único facilitador de secagem disponível no mercado é o Velactis®. O produto age no hipotálamo e suprime a produção de prolactina na glândula pituitária. Como consequência, a produção de leite é reduzida e as vacas ficam menos propensas ao vazamento de leite. Foi comprovado que o Velactis reduz a produção de leite diminuindo o ingurgitamento do úbere e o vazamento de leite, e também melhora o bem-estar animal.

 

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