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O vinho da páscoa e do outono

Por Fernando Tony

🕔23.mar 2016

Olá, amigos enófilos!

Nesse domingo 20 de março de 2016 se comemorou o domingo de ramos, que simboliza a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém e este ano coincidiu com o início do outono no nosso hemisfério, estação que vai até 20 de junho. É nesse contexto que nos deparamos com uma questão polêmica do maravilhoso mundo do vinho.

Sabe-se que na Semana Santa aumenta o consumo de pescados, e com pescados se recomenda vinho branco, mas, se a Semana Santa recai no outono e nesta estação, em contrapartida, os vinhos tintos de médio corpo são a sugestão, surge a pergunta: e agora, o que fazer?

A minha resposta vem através de outra pergunta: por que não juntar as duas coisas?

Claro! Enquanto no verão, estação de muito calor – sobretudo em um país tropical como o nosso -, é sempre bom, vinho branco leve e bem gelado, no final do verão e no começo do outono eu já recomendo brancos encorpados e tintos leves. Na Semana Santa a gastronomia é a base de peixes com molhos cremosos e isso já é o suficiente pra se deixar um pouco de lado o vinho branco leve.

Com peixes ensopados, vinho branco encorpado é a pedida; e com o bom e velho bacalhau, devemos ir de tinto leves ou de médio corpo.

Então vamos as dicas de harmonização para o inicio do outono e principalmente para esta Semana Santa:

1) Sushi e peixe frito no azeite vão bem com branco que não tenham ido a barris de carvalho;

2) peixes com molhos, recomendo chardonnay, sem ser reserva;

3) peixada regada a azeite, leite de coco, molho de dendê, pimentão, ovo, .etc. é seguir nos chardonnays reserva;

4) o bacalhau nos proporciona um dos grandes desafios da harmonização, por isso ele aceita vários tipos de vinho, porém, é muito importante lembrar que, apesar deste ser um peixe de origem norueguesa, foi adotado e bem tratado pelos portugueses, por isso é imprescindível que o vinho escolhido como acompanhamento também seja de origem portuguesa.

Para um bacalhau desfiado, uma salada de bacalhau ou bacalhau gratinado com parmesão, costumo indicar um vinho Verde, de baixa graduação alcoólica e que deve ser servido próximo dos 12°C de temperatura”. Já para um prato de bacalhau dourado no azeite, acompanhado de batatas ao murro, alho, cebola e azeitonas verdes, por exemplo, o ideal seria um vinho branco mais intenso, que dê ainda mais força à receita..

Em se tratando de pratos elaborados com bacalhau, também vale a pena levar em consideração as melhores regiões na hora de se escolher o vinho para acompanhá-los. Nesses casos indico vinhos da região do Alentejo. São cristalinos, de coloração rubi, com taninos bem equilibrados e prolongados no final. Os taninos servem para equilibrar com a força e o sal do bacalhau.

Vinhos do Dão são sempre mais leves e elegantes, os do Alentejo, médio e frutados, e os vinhos do Douro são marcantes e robustos. Se a região vitivinícola em si ainda nos deixa com algumas dúvidas dos melhores vinhos a se escolher, lembro que algumas uvas se destacam. Para acompanhar o prato mais consumido da sexta feira da Paixão, uvas como a Trincadeira, Aragonês e a Castelão têm que fazer parte da composição do vinho,  juntamente com a princesa de Portugal, a Touriga Nacional. O ideal é um vinho encorpado, mas não demasiadamente alcoólico, lembrando que este perfil é indicado para uma receita “mais pesada”, com natas, batatas, creme de leite, etc. Mas, se o prato é mais leve, a indicação muda, lembrem-se: o ideal é um Vinho Verde ou branco sem madeira.

Bem, pra finalizar, quero deixar registrada a importância do vinho do porto e nada mais justo do que degustá-lo neste período. Portanto, após o bacalhau é de bom tom saborear um pastel de Belém com um cálice de vinho do porto.

Tim Tim, saúde e ate a próxima!

Fernando Antonio de Queiroz Fonseca Jr.

(TONY )

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