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Cuidados com a escolha das sementes para o plantio de algodão

🕔28.jul 2020

Uma das dificuldades de expansão das áreas de cultivo do algodão, depois do ataque do bicudo, é, sem dúvida, a oferta de sementes de algodão certificadas. Para suprir essa demanda, a Embrapa Algodão firmou parceria com a empresa Semilla Sementes, que está multiplicando sementes das cultivares transgênicas BRS 368 RF e BRS 433FL B2RF para a próxima safra. Serão produzidas cerca de 11 toneladas de sementes da BRS 368RF – o que será suficiente para cultivar cerca de 860 hectares – e 71,68 toneladas de sementes da BRS 433FL B2RF, o suficiente para plantar cerca de 5.500 hectares.

Também estão sendo instalados campos de multiplicação de sementes da cultivar convencional BRS 286 (não transgênica), por meio de parceria firmada pela Embrapa com a produtora Francieli Silva. A expectativa é ter sementes para plantar 540 hectares na próxima safra.

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão, João Henrique Zonta, salienta que o uso de sementes que não sejam certificadas é um risco para o produtor e a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará, com o Ministério da Agricultura, estão fiscalizando o comércio desse tipo de semente para evitar que a baixa qualidade da semente comprometa o crescimento da produção de algodão no estado. “O objetivo da Embrapa e seus parceiros licenciados é oferecer sementes com tecnologia para atender a todos os produtores da região, desde aqueles que fazem o cultivo orgânico, convencional, em pequenas propriedades familiares, até os mais tecnificados, com materiais transgênicos de alta tecnologia, com resistência a lagartas e herbicidas, e alta qualidade de fibras, inclusive com materiais indicados para o plantio de áreas de refúgio”, afirma.

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