Uma campanha para combater o trafego de animais silvestres, a caça e a pesca ilegais
O Brasil, por possuir a maior biodiversidade do planeta, é um dos grandes alvos do tráfico de animais silvestres. Todos os anos mais de 38 milhões de animais de diversas espécies são retirados da natureza de forma cruel e criminosa. De cada dez animais traficados, nove morrem. Terceira maior atividade ilegal do mundo, esse mercado clandestino somente fica atrás do tráfico de armas e drogas e movimenta cerca de 23 bilhões de dólares por ano. Deste total, o Brasil concentra de 5% a 15%.
O Projeto Sou Amigo da Fauna objetiva a redução drástica do número de animais traficados no Brasil. Ações que serão impulsionadas com o apoio de campanhas publicitárias e com a adesão de empresas e instituições ao Selo Amigo da Fauna, contribuindo para a difusão de informações sobre os impactos do tráfico de animais para a sociedade.
Iniciativa das organizações não governamentais Instituto Libio, AMPARA Silvestre, Onçafari e SOS Pantanal – que conta com o apoio estratégico da Azul Linhas Aéreas e da Socicam, empresa do segmento de infraestrutura de mobilidade – objetiva a conscientização e a capacitação de funcionários de instituições, de empresas e da sociedade civil por meio de campanhas de prevenção e repressão ao tráfico.
Levantamento do Observatório do Tráfico da ONG Freeland Brasil baseado no acompanhamento de notícias sobre o crime tráfico mostrou que, no ano de 2021, mais de 25 toneladas de carne de caça e mais de 130 toneladas de pescado foram obtidos de forma ilegal. Ao menos 59 mil animais foram recuperados em operações de combate contra o crime e em torno de 1.700 outros animais mortos foram apreendidos.
É nesse contexto, de demandas emergenciais por respostas enérgicas, que quatro instituições de preservação ambiental se uniram e criaram o Projeto Sou Amigo da Fauna. Investindo na capacitação e na sensibilização de funcionários de empresas, de instituições parceiras e da sociedade civil.
“O projeto nasceu da indignação de crimes contra a natureza que exploram e tiram vidas de muitos animais. A transformação deste triste cenário é o que nos move. É preciso conscientizar as pessoas. Para isso, queremos nos unir a uma grande rede de instituições em prol da conservação da biodiversidade”, explica Raquel Machado, fundadora e presidente do Instituto Libio.
Para Mario Haberfeld, CEO e fundador do Onçafari, o trabalho de conscientização do Sou Amigo da Fauna tem como objetivo dar visibilidade ao tema do tráfico de animais silvestres, trazer conhecimento e informação para que possamos impactar a maior quantidade de pessoas possíveis e coibir esses crimes”.

