Um aplicativo no celular pode acompanhar e identificar os casos de acidose subclínica em rebanho leiteiro
Acidose subclínica é um distúrbio que afeta vacas em lactação e consequentemente, gera prejuízo ao produtor de leite. Foi pensando em sanar este tipo de problema que as marcas de nutrição animal do grupo ADM (Archer Daniels Midland Company), lançam o aplicativo “MyRumiDiag”, que auxilia na identificação do quadro da doença pelo formato e aparência física das fezes, por meio da bousologia (ou estudo do esterco).
O gerente de produtos, Rodrigo Villalba, acredita que a plataforma irá suprir as necessidades de produtores e técnicos da pecuária leiteira brasileira e esclarece como funciona a ferramenta. “Até pouco tempo era necessário peneirar o esterco e observar os resíduos não digeridos. Esta prática, comum na criação de vacas, é chata e exige certo conhecimento técnico. O “MyRumiDiag” permite que você obtenha este indicador em um minuto, a partir de fotos tiradas do esterco (bousologia). Com isso, o produtor otimiza o seu tempo de trabalho, a qualidade de sua produção e o bem-estar dos seus animais”, explica Villalba.
No Brasil, o aplicativo é gratuito e pode ser baixado pelo Google Play e também pelo App Store, sendo muito simples e rápido de usar e, recentemente foi liberado também para Paraguai e Uruguai com gratuidade. Além de tirar fotos dos bolos fecais do rebanho, o produtor deve informar a presença ou não de grãos de milho e muco. Assim, as imagens são enviadas automaticamente para um servidor localizado na França e cada foto é analisada por inteligência artificial capaz de captar sinais típicos de risco de acidose subclínica que geralmente são imperceptíveis a olho nu. Quando conectado à internet o resultado é imediato e o produtor ou nutricionista podem tomar as medidas necessárias para a solução do problema. Caso não tenha internet no momento, as fotos podem ser tiradas e enviadas assim que estiver conectado.
Com o diagnóstico, é possível agir preventivamente de maneira que a produção do negócio não seja prejudicada. A acidose (clínica e subclínica) afeta vacas em lactação e que estão sob regime de dietas desequilibradas em carboidratos não fibrosos (CNF) como, por exemplo, o milho ou a falta de fibra efetiva – silagens excessivamente picadas ou mau cortadas. Esse desequilíbrio causa uma queda no pH ruminal e quando isso acontece alguns sinais aparecem no animal, entre eles, baixo consumo de matéria seca, diarreias metabólicas, muco nas fezes e, em casos mais agudos, fezes acompanhadas por sangue, o que reflete na queda da produção de leite.
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