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Sementes de abacaxi que podem vencer a praga fusariose

🕔05.dez 2025

São duas novas variedades de abacaxi que podem vencer a mais grave praga que ataca as plantações brasileiras. A Embrapa Mandioca e Fruticultura  na Bahia, apresentou a produtores e técnicos da região de Itaberaba, Semiárido baiano, duas novas variedades de abacaxi resistentes à fusariose, a mais severa doença da cultura. Além dessa característica, as novas cultivares BRS Sol Bahia e BRS Diamante apresentam alto potencial produtivo, frutos mais firmes e resistentes e excelente sabor.

Causada pelo fungo Fusarium guttiforme, a fusariose é responsável por prejuízos expressivos à produção nacional, chegando a inviabilizar lavouras inteiras. A doença compromete o desenvolvimento da planta, impede o uso de mudas das plantas doentes em novos plantios e impossibilita o consumo dos frutos afetados.

A resistência genética dos novos materiais, portanto, representa uma valiosa vantagem ao produtor, reduzindo custos com controle químico e ampliando a sustentabilidade da cultura. O fato de os frutos serem produzidos sem o tratamento com fungicidas traz maior segurança alimentar para o consumidor. O produtor também ganha ao economizar nesses insumos e, principalmente, ao evitar perdas provocadas pela fusariose que atinge, em média, 20% das plantas, mas pode chegar até a perda total da área de produção.

“Nossos materiais possuem um conjunto de características que os tornam produtos superiores, sendo a principal delas a resistência à fusariose. E é resistência total, diferente de tolerância”, ressalta o pesquisador Davi Junghans, líder do programa de melhoramento genético do abacaxi. Ele destaca também a maior produtividade dos materiais, que gira em torno de 56 toneladas por hectare, bem acima da produtividade média do abacaxi no Brasil, de aproximadamente 26 toneladas por hectare em 2024, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Isso se dá justamente porque o Pérola tem muita perda em função da fusariose. A tendência, então, é de que os novos materiais sejam bem mais produtivos”, ressalta Junghans.

 

 

 

 

 

 

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