Ração artesanal feita na propriedade baixo os custos da piscicultura familiar
A piscicultura ainda sofre com os altos preços da ração fornecida aos peixes. Para o agricultor familiar, os gastos são muitos e chegam, às vezes, a inviabilizar o negócio por representar 70% dos custos. Para superar esse problema, a pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Roselany Correa, desenvolveu uma técnica de produção de ração artesanal para piscicultura familiar, a partir de produtos cultivados na própria propriedade. O principal benefício da tecnologia é a redução de custos.
A pesquisadora Roselany Correa explica que para fazer a ração artesanal pode-se utilizar a macaxeira, uma excelente fonte de carboidratos, que pertence ao grupo de alimentos energéticos, que pode ser uma boa alternativa de alimentação para as espécies de tambaqui e pacu.
O agricultor, segundo a pesquisadora, para iniciar uma criação de peixe precisa de água – de boa qualidade e em quantidade suficiente; local adequado para a criação, como tanques, viveiros e barramentos; ração e assistência técnica contínua. “Sem isso é muito complicado iniciar uma criação”, diz Roselany. No Brasil, ainda é baixo o consumo de peixes quando comparado a outras fontes de proteína de origem animal e o principal motivo disso é o preço. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o consumo aparente de pescado no Brasil é de 6,5 kg per capita.
Na região Norte este consumo é maior do que em outras regiões pela questão cultural e pela oferta de pescado oriundo do extrativismo. Em alguns lugares da região Norte o consumo chega de 22 a 35 kg/pessoa/ano. Esta região é a maior produtora de pescado, sendo o Pará responsável por 50% do total da produção.

