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Produtores já podem usar guias de campo da Embrapa para identificar pragas na plantação

🕔18.fev 2021

Para facilitar a correta identificação de pragas em lavouras de hortaliças pelos produtores rurais, pesquisadores da Embrapa publicaram quatro novos guias de campo com imagens ilustrativas e informações básicas sobre insetos, ácaros e moluscos que ocasionam danos aos cultivos de alface, morango, pimentão e tomate.

“A precisão no reconhecimento de pragas-chave e pragas secundárias, durante as inspeções de rotina nos cultivos, é o ponto de partida para o agricultor obter sucesso no manejo e no controle de problemas fitossanitários em lavouras de hortaliças”, sinaliza o engenheiro agrônomo Miguel Michereff Filho, pesquisador da área de Entomologia da Embrapa Hortaliças (Brasília/DF).

Os guias de campo trazem conteúdos sobre ciclo de vida e características corporais das pragas, bem como sobre os sintomas e os danos ocasionados nas plantas em decorrência das infestações. Cultivos de hortaliças são muito suscetíveis a infestações por inseto-praga ou ácaro-praga e estimativas apontam que as perdas na produção podem alcançar 80%, dependendo de fatores como condições climáticas, tratos culturais e cultivar utilizada.

De acordo com o pesquisador, a identificação correta das pragas é fundamental para a implementação de um programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) ou de controle biológico, visando à sustentabilidade das culturas em longo prazo. O MIP é definido como um sistema de controle que associa o ambiente e a dinâmica populacional da praga, com o intuito de manter sua população em níveis abaixo do potencial de dano econômico.

“Ao facilitar o diagnóstico correto das infestações de pragas em hortaliças, e ensinar a diferenciar os inimigos naturais, os guias de campo tornam-se ferramentas úteis para solucionar gargalos técnicos que há muito tempo contribuem para o uso indiscriminado de agroquímicos”, analisa Michereff, ao comentar que o controle químico ainda constitui a principal medida adotada pelos produtores para solução de problemas fitossanitários, ainda que sem garantia de resultados satisfatórios.

Além de onerar o custo de produção, o uso equivocado e abusivo do controle químico, por exemplo, pode causar problemas como a seleção de populações de pragas resistentes aos principais ingredientes ativos utilizados nos produtos, além do aparecimento de novas pragas que, até então, eram controladas naturalmente por seus inimigos naturais.

 

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