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Produtores de suínos estão aumentando a oferta de aditivos energéticos na alimentação dos porcos

0 Comments 🕔06.jun 2026

Na busca por mais eficiência alimentar e competitividade, suinocultores apostam em aditivos energéticos para garantir melhor aproveitamento da dieta, desempenho dos animais e retorno econômico. A suinocultura moderna, marcada pela genética de alto desempenho, rápido ganho de peso e elevada eficiência alimentar e também por margens cada vez mais pressionadas, a energia deixou de ser apenas um componente da formulação para assumir um papel estratégico na competitividade do sistema produtivo. Longe de ser um simples “extra” na dieta, adicionar soluções energéticas às dietas de suínos tem deixado de ser uma curiosidade para se tornar uma prática cada vez mais constante entre os suinoculturores.

“A energia é o principal ‘combustível’ do suíno. Sem ela, nenhuma engrenagem biológica roda como deveria. O animal depende de energia para funções básicas de manutenção, crescimento e deposição de carne, para sustentar a resposta imunológica e para regular a temperatura corporal”, afirma o doutor em Nutrição e Produção Animal e zootecnista da Quimtia Brasil, Gabriel Villela Dessimoni.

Os aditivos energéticos utilizados na suinocultura são produtos complexos, formulados a partir de uma combinação de ingredientes e aditivos zootécnicos planejados para atuar em duas frentes principais: oferecer energia prontamente disponível e melhorar o aproveitamento energético da própria dieta. Na prática, isso se traduz em ganhos concretos de desempenho, como maior ganho de peso e melhor conversão alimentar.

Por se tratar de produtos formulados, os aditivos energéticos podem ter origens bastante variadas. “Alguns utilizam como base derivados de óleos vegetais, outros se apoiam em ingredientes de alta energia, como determinados subprodutos da indústria de alimentos, além de ser comum a presença de ácidos graxos, lecitinas e metabólitos naturais, em diferentes combinações e proporções”, explica o especialista.

O uso e a estratégia dos energéticos podem mudar conforme a fase produtiva, acompanhando as diferentes exigências fisiológicas e metabólicas dos animais. Na creche, o foco geralmente está relacionado ao suporte energético de leitões recém-desmamados, que possuem alta exigência metabólica e sistema digestivo ainda imaturo. Na lactação, a demanda energética das matrizes aumenta significativamente devido à produção de leite, tornando importante o suporte energético para manutenção da condição corporal e desempenho reprodutivo. Já nas fases de crescimento e terminação, o objetivo normalmente está relacionado à manutenção do alto desempenho zootécnico e da eficiência alimentar, buscando sustentar elevadas taxas de ganho de peso com melhor conversão alimentar.

Quando há deficiência de energia na dieta, as consequências podem ser claras tanto para o suíno quanto para o produtor. Para Dessimoni, no ponto de vista do animal, a falta de energia reduz o ganho de peso, piora a conversão alimentar, o que compromete a resposta imunológica e aumenta a desuniformidade, com produções menos homogêneas.

Para o produtor, isso se traduz em mais dias necessários até o abate, maior consumo total de ração por animal, custo de produção mais elevado e menor rentabilidade por quilo de suíno produzido. Nas fêmeas lactantes, o impacto pode ser ainda mais crítico. A deficiência energética reduz a produção de leite, compromete o desenvolvimento e a uniformidade da leitegada, intensifica a mobilização de reservas corporais e pode afetar negativamente o desempenho reprodutivo subsequente da matriz.

 

 

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