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Produtores de queijo artesanal melhoram a renda com adoção de novas tecnologias

🕔21.Maio 2015

queijo coalhoCom o emprego de tecnologias simples, pequenos produtores de queijo coalho artesanal do sertão dos Inhamuns, no Ceará, conseguem driblar a queda de preços do produto no mercado local. O segredo são as Boas Práticas de Fabricação, que garantem um queijo de melhor qualidade, conquistando a confiança do consumidor.

A experiência vem acontecendo em Tauá, no sertão dos Inhamuns, no sudoeste do Ceará, pequenos produtores rurais que adotaram essa tecnologia para a produção de queijo coalho artesanal estão obtendo melhores preços no mercado local. Eles passaram a usar um kit de Boas Práticas de Fabricação desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE) e receberam treinamento sobre como produzir um leite de boa qualidade e como fabricar um queijo de forma higiênica e padronizada. O consumidor percebeu a diferença e paga até 40% a mais pelo produto.

Com a nova orientação, os produtores de queijo artesanal, deixaram de usar as velhas prensas de madeira onde  eram fabricados os grandes queijos coalho. Passaram a adotar equipamentos bem mais higiênicos, como formas de plástico atóxico e prensas de aço inoxidável. Começaram a utilizar toucas, luvas, escumadeiras e outros itens que compõem o kit de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de queijo coalho. Os produtores foram orientados também sobre como cuidar melhor dos rebanhos e produzir um leite seguro e de qualidade, com a adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPA) para a ordenha higiênica.

Outro detalhe importante é o tamanho e o formato do queijo. Enquanto em algumas  propriedades são produzidos queijos grandes, com até sete quilos e em formatos variados, nas comunidades rurais que aderiram ao kit de BPF, o queijo é padronizado em formato retangular e pesa um quilo. Boa parte dos produtores que adotou o kit de BPF produz pequena quantidade de queijo, dois a quatro quilos por dia, e atua com a venda direta ao consumidor. Dessa forma, eles evitam os atravessadores e obtêm um preço melhor no produto.

A tecnologia “Inovação na Agroindústria do Queijo Coalho Artesanal da Agricultura Familiar”, da Embrapa Agroindústria Tropical, foi certificada como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil (FBB) em 2013. No mesmo ano, em todo o Brasil, 192 experiências foram reconhecidas e certificadas como tecnologia social. Conforme a FBB, tecnologias sociais são produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representam efetivas soluções de transformação social.

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