Produtores de mel do Pará ganham selo do Serviço de Inspeção Federal
O crescimento e valorização da produção de mel se deve, principalmente, a aplicação de Ciência correta nõ dia-a-dia dos meliponicultores paraenses. Isso ajudou para que eles recebessem seu primeiro selo de inspeção federal. A chancela abre acesso à comercialização do produto em todo o Brasil e até no exterior.
A maior produção de mel de abelhas-sem-ferrão no Pará alcançou, com o auxílio de pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental, os parâmetros físico-químicos para aquisição do selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cerca de uma tonelada e meia de mel da abelha uruçu (Melipona flavolineata) foram colhidas por dezenas de meliponicultores de várias regiões do estado e é a primeira vez que uma produção paraense consegue se habilitar às normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Esse feito inédito da meliponicultura no Pará atesta a adequação da produção à regulamentação e com isso abre o acesso ao mercado formal de consumo em todo o País e até para a exportação. “Esse era um elo que faltava para a consolidação e fortalecimento da cadeia produtiva do mel de abelhas nativas no estado”, frisa Daniel Santiago, pesquisador da Embrapa.
O cientista conta que a produção de mel a partir das abelhas melíponas, também conhecidas como sem ferrão, nativas ou indígenas, sempre ocorreu no Pará, mas nas últimas décadas tem conquistado novos produtores e avançado na profissionalização da criação.
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