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Produtores brasileiros de laranja conquistam o selo de Indicação Geográfica para cultivos fluminenses

🕔18.ago 2022

É a laranja da Região de Tanguá, no estado do Rio de Janeiro, que recebeu o 100º selo de Indicação Geográfica do País. A conquista só foi possível por meio de estudos conduzidos por pesquisadores da Embrapa. O desafio foi comprovar tecnicamente que a qualidade e as características peculiares das laranjas da região estão relacionadas, essencialmente, ao meio geográfico, o que compreende os fatores naturais e humanos. A análise das características físico-químicas dos frutos e a sua correlação com os fatores naturais da região são exigidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para a solicitação de reconhecimento da região como Indicação Geográfica, na espécie Denominação de Origem (IG-DO).

As laranjas da região de Tanguá abarcadas pela IG-DO são da espécie Citrus sinensis, das variedades Seleta, Natal Folha Murcha e Natal Comum. Coube à Embrapa Solos (RJ) a análise dos fatores ambientais de clima e solos e da área da delimitação geográfica da IG-DO. Já a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) realizou as coletas e análises químicas e sensoriais dos frutos das três cultivares, nas diferentes épocas de colheita. Os estudos desenvolvidos pelas equipes das duas unidades foram, então, correlacionados, comprovando que os solos, o regime de chuvas e o clima da região delimitada influenciam diretamente na composição físico-química dos frutos.

As laranjas da Região de Tanguá são conhecidas pela doçura intensa perceptível ao paladar e pelo maior rendimento de suco, que apresenta a tonalidade amarelo-vermelho na sua coloração. Por essas características, é bastante procurada por consumidores do estado do Rio de Janeiro e até de outras regiões, principalmente em feiras livres e supermercados.

Os estudos conduzidos pela Embrapa comprovaram que tais características e qualidades das laranjas se devem essencialmente à variação de altas e baixas temperaturas em períodos bem definidos, ao excedente hídrico no período do desenvolvimento dos frutos e deficiência hídrica no período da maturação.

 

 

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