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Produtores brasileiros aumentam as exportações de ovos para os Emirados Árabes

🕔11.abr 2021

No primeiro bimestre, de acordo com dados divulgados pela Secex, foram exportadas 5 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 11,16 milhões. O Oriente Médio foi responsável por 27,86% das vendas para o exterior, totalizando em US$ 3,11 milhões. Os Emirados Árabes importaram 1.200 mil toneladas do produto, gerando US$ 2,70 milhões de receita para o Brasil, seguido por Omã US$ 309 mil e Arábia Saudita US$ 60,4 mil.

“Os Emirados Árabes deram um salto significativo este ano em importação dos ovos do Brasil. Praticamente, triplicaram sua participação nos primeiros dois meses deste ano. Durante todo o ano 2020, foi responsável por 8% das importações de ovos do Oriente Médio. Este ano, foram 24%. O Oriente Médio é um mercado ávido por mercadorias brasileiras de boa qualidade. E o ovo, como o frango, que tiver a certificação halal, que significa lícito para o consumo árabe muçulmano, abre mais oportunidades de negócios nestes países, porque atesta a segurança do alimento em toda a cadeia produtiva”, conta o gerente de Relações Internacionais da Cdial Halal, Omar Chahine.

Com um plantel composto de 4 milhões de galinhas (entre recria e postura) e 250 mil codornas, a Katayama Alimentos produz em torno de 1 bilhão de ovos por ano para abastecer o mercado interno, como: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso e o internacional, principalmente, os países árabes. “Nossos principais importadores pertencem ao Oriente Médio – Emirados Árabes Unidos, além de Bangladesh. Mas para exportar para estes países, onde a maioria são muçulmanos, adquirimos a Certificação Halal para atender às normas da jurisprudência islâmica.

Atualmente, o mercado muçulmano é composto por cerca de 1.8 bilhão das pessoas do mundo e a previsão é que essa parte da população alcance 3 bilhões até 2030. Dentre os países que mais possuem muçulmanos estão Indonésia, Malásia, Paquistão, Índia, Egito, Turquia entre outros localizados no continente asiático. Investir neste mercado tem sido extremamente rentável. Conforme dados do State of the Global Islamic Economy Report (Relatório Global da Economia Isâmica), os gastos com produtos halal no mundo (comida, fármaco, cosmética, lifestyle e outros) podem chegar a simples cifras de US$ 3,2 trilhões em 2024.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE