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Pode faltar fertilizantes: a ordem é não desperdiçar

🕔23.mar 2022

O Brasil é o quarto maior consumidor mundial de fertilizantes. O país importa mais de 85% desses insumos, estando, portanto, vulnerável às oscilações do mercado internacional. Entre as culturas que mais demandam o uso desses produtos estão a soja, o milho e a cana-de-açúcar, que somam cerca de 73% do consumo nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em períodos de incertezas, como o atual, com alta nos preços e risco de desabastecimento, a ordem é racionalizar o uso de fertilizantes, evitando ao máximo o desperdício. “Uma aplicação bem executada não precisará ser refeita, por isso a assertividade é fundamental nesse momento. No caso da soja, em que essa prática é necessária de quatro a sete vezes por safra, ou do algodão, que pode chegar a 20, a diferença pode ser significativa”, afirma Antonio Loures, especialista em tecnologia de aplicação – um conjunto de práticas que vem ganhando importância expressiva em todos os momentos do ciclo.

Loures é um dos desenvolvedores do SprayPlan©, sistema inédito de planejamento e monitoramento de aplicações aéreas de agroquímicos, prática amplamente utilizada em lavouras de Norte a Sul do país. “Onde entra o avião entra o nosso trabalho. O software quantifica e qualifica a operação, planejando e monitorando todo o processo de aplicação. Também mostra para o produtor quanto e onde o produto foi aplicado, auxiliando no gerenciamento do recurso. Entregamos maior controle, produtividade e otimização nas aplicações aéreas de insumos agrícolas”, detalha.

Para o agricultor, é importante além do monitoramento de itens como calibração dos equipamentos e condições climáticas, outros fatores são determinantes para uma operação assertiva. No caso do Spray Plan© houve uma superação de um milhão de hectares analisados, principalmente em culturas de algodão, soja e cana-de-açúcar, e pode ser utilizado em diversos outros cultivos. Loures lembra, ainda, que a plataforma é “ideal para cooperativas, para que o pequeno produtor também saiba o quanto foi aplicado”. O rastreamento de insumos embarcados e a utilização de áreas backup, visando planos de redirecionamento, podem evitar desperdícios entre 15% e 20%. Além de maior produtividade, a adoção do programa como modelo de planejamento e monitoramento resulta, também, na mitigação de riscos socioambientais, como a deriva.

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