Plantar fruta-do-conde, pinha, graviola e atemoia em regime de produção integrada
No Brasil, cerca de 10 mil hectares são destinados à produção de anonáceas, família que reúne a ata (fruta-do-conde), pinha, graviola e atemoia. Desse total, 3,5 mil hectares são de atemoias – fruta híbrida resultante do cruzamento da cherimoia (Annona cherimoia, Mill) com a fruta-pinha (Annona squamosa, L.) – e 5 mil hectares de pinha. A maior parte dos furtos é comercializada para o mercado interno, uma vez que a exportação ainda é incipiente.
Foi a Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, que promoveu o desenvolvimento do projeto PI Anonáceas, com o objetivo de levar mais qualidade à produção de fruteiras dessa família. O Sistema de Produção Integrada de Frutas (PIF) tem entre seus objetivos a produção de frutas de alta qualidade por meio da aplicação de recursos naturais e a regulação de mecanismos para a substituição de materiais poluentes no plantio. Ele busca a sustentabilidade da produção agrícola ao levar em conta a proteção ambiental, o retorno econômico e os aspectos sociais de todos os envolvidos nesta atividade. Um dos principais problemas encontrados no campo é a falta de informações técnicas e a ampla diversidade na maneira como esse tipo de fruteira é produzida. O projeto tem como objetivo padronizar os procedimentos, garantindo assim melhor qualidade e maior uniformidade ao produto.
Diversas propriedades rurais participam como experimento-piloto da Produção Integrada. Para que a certificação seja obtida, no entanto, vários requisitos têm de ser preenchidos, que vão da construção de novas instalações até a adoção de medidas ainda mais severas de segurança e certificação. Ainda segundo o Regulamento de Avaliação de Conformidade (RAC) estabelecido pelo Marco Legal da Produção Integrada de Frutas no Brasil, a pessoa física ou jurídica interessada em adotar as normas do PIF deve contar com um profissional da área agrícola capacitado de acordo com as Normas Técnicas Específicas (NTE).

