Plano Safra 24/25 garante recursos para irrigação e energia solar analisam especialistas
O Plano Safra 24/25, lançado pelo Governo Federal atingiu os R$ 475,50 bilhões destinados para crédito rural. Durante o biênio, o montante – que representa um crescimento de 9,7% em relação à edição anterior – deverá ajudar os pequenos, médios e grandes produtores no financiamento de projetos e no desenvolvimento da produtividade agrícola.
Mais uma vez, registra-se um crescimento moderado da quantia destinada para investimentos em aquisição e implementação de sistemas de irrigação, como o Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (Proirriga). Nesta edição, os recursos destinados ao Proirriga chegam a R$2,6 bilhões, com um incremento de 6% a mais de limite de crédito para os produtores, e taxa de juros de até 10,5% ao ano.
Segundo Vinícius Melo, Diretor Comercial da Valley, o Plano Safra é um ponto de inflexão para os produtores que buscam acesso às tecnologias. “Apesar de ainda enfrentarmos desafios no cenário agrícola atual, o Plano Safra representa uma oportunidade significativa para o crescimento da agricultura irrigada no Brasil. Este programa cria nos agricultores um entusiasmo renovado para investir e expandir o agronegócio brasileiro. Essa iniciativa beneficia diretamente as indústrias do setor, pois a disponibilidade de crédito aumenta a demanda por equipamentos. Com isso, conseguimos atender melhor os produtores, proporcionando um maior volume de equipamentos no campo e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da agricultura no país”, destaca.
Nesta edição do Plano, mais de dez programas com diferentes especificidades podem ser selecionados pelos produtores para investimentos em irrigação e energia solar. A cada safra, a busca pelas tecnologias é crescente – resultado de uma compreensão cada vez maior, por parte dos agricultores, de seus benefícios. “Tanto irrigação quanto energia solar são, hoje, itens fundamentais porteira adentro. Jogamos esses investimentos para pagamento de longo prazo, e com isso, o produtor tem confiança em investir, sabendo que o retorno virá ao longo dos anos. O que precisamos fazer é encaixar esse payback aos valores dos juros definidos no Plano Safra, para que o agricultor tenha segurança de onde ele está pisando”, explica Melo.

