Plana daninha vinda do exterior pode causar muitos danos nos campos brasileiros
Trata-se de uma planta exótica extremamente agressiva e por isso o trabalho de contenção deve ser permanente, pois pode haver vestígios de sementes nas lavouras e a planta pode entrar no País novamente a qualquer momento. Nos Estados Unidos, onde a planta daninha está disseminada em várias áreas, os produtores relataram redução entre 20% e 80% na produtividade em soja, milho e algodão.
“O Amaranthus palmeri é uma planta invasiva de grande agressividade, que se adapta com facilidade a diferentes ambientes e condições climáticas”, explica o pesquisador da Embrapa Soja Dionísio Gazziero, que vem acompanhando a evolução do Amaranthus palmeri nos Estados Unidos e agora no Brasil.
Devido ao grande risco de sua entrada nas lavouras brasileiras pelas fronteiras com países vizinhos, a Embrapa elaborou um comunicado técnico com a finalidade de facilitar o acesso ao conhecimento existente sobre a planta daninha. Nesse documento estão detalhadas as características do Amaranthus palmeri e apresentadas orientações que facilitam a diferenciação entre as espécies, assim como indicações de manejo e de riscos de ocorrência de resistência a herbicidas. “Saber diferenciar a espécie exótica das espécies que já ocorrem no Brasil passa a ser uma importante estratégia, pois caso seja identificada alguma ocorrência, será fundamental sua eliminação antes que ela se espalhe pela região”, explica Gazziero.
Pesquisadores da Embrapa explicam que plantas do gênero Amaranthus são encontradas em várias áreas de produção de grãos brasileiras e conhecidas popularmente como caruru. O problema é que o Amaranthus palmeri é uma planta exótica e pode ser facilmente confundido com outras espécies de caruru, especialmente o Amaranthus spinosus (caruru-de-espinho), comum no Brasil.
O pesquisador Dionisio Gazziero, da Embrapa Soja, explica que entre as características que podem ajudar a assistência técnica e os produtores na diferenciação entre as espécies, uma das mais evidentes é que no A. palmeri os pecíolos (estrutura que liga o caule à folha) têm normalmente o mesmo tamanho ou são maiores que a folha. Outra característica que diferencia o A. palmeri dos outros carurus é que a inflorescência masculina e feminina ocorre em plantas distintas, e as femininas ao serem tocadas parecem espinhos. De acordo com Gazziero, o A. palmeri possui ampla capacidade de disseminação e o crescimento da planta além de ser rápido pode atingir de um a dois metros de altura. A intercessão entre o caule e a folha (axila) também auxilia na diferenciação dos carurus. Segundo Gazziero, no caso do A. palmeri surge uma estrutura que se assemelha a um espinho, o que difere do formato pontiagudo e rígido das estruturas do Amarantus spinosus.
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