Pesquisadores orientam um melhor aproveitamento dos recursos naturais na propriedade
O manejo adequado e preventivo do campo, além de melhorar o seu potencial produtivo, pode beneficiar o solo e, consequentemente, todo o sistema de produção pecuária. “Essa é uma nova forma de enxergar o campo nativo, não apenas como alimento para os rebanhos, mas como provedor de outros serviços ambientais”, diz o pesquisador Leandro Volk, da Embrapa Pecuária Sul, de Bagé, no Rio Grande do Sul.
“Há indícios de que o correto manejo do campo nativo leva a uma alteração também da dinâmica do sistema radicular, o que pode determinar maior acúmulo de carbono orgânico, mais resistência à compactação pelo pisoteio dos animais e mais atividade biológica. Além disso, o aumento de matéria vegetal no solo lhe garante maior porosidade, permitindo a infiltração de água, uma vez que as raízes que morrem deixam o caminho livre para essa infiltração”, explica o pesquisador.
O que também se observa, segundo Volk, é que quanto maior o volume de solo ocupado pelas raízes ativas, maior a disponibilidade de nutrientes, além de maior eficiência no aproveitamento da água disponível no solo, garantindo assim mais resistência das plantas aos períodos de seca.

