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Pesquisadores identificam contaminação nas criações de peixes nativos no Centro-Oeste

🕔26.mar 2026

O estudo foi realizado em viveiros de peixes nativos no Centro-Oeste brasileiro e revelou a presença da bactéria Salmonella spp. em ambientes de produção aquícola da região. Os monitoramentos microbiológicos detectaram o patógeno em 88% das propriedades avaliadas e em 31,5% das amostras coletadas em Mato Grosso, principal polo produtor dessas espécies no País. Os dados alertam para a necessidade de reforçar a vigilância e a biossegurança nos ambientes de criação.

As ações foram coordenadas pela pesquisadora Fabíola Fogaça, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), e contaram com a participação dos professores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) Eduardo Figueiredo e Luciana Savay-da-Silva. Fogaça explica que quando os pontos críticos de contaminação são detectados precocemente, é possível adotar medidas preventivas que reduzem os riscos e aumentam a segurança do alimento e a sustentabilidade da produção.

A pesquisa integra uma série de estudos conduzidos por cientistas da Embrapa, universidades e instituições parceiras para compreender os riscos microbiológicos associados à produção de peixes cultivados e orientar medidas de prevenção que garantam um pescado seguro e a competitividade do setor aquícola.

O trabalho foi conduzido em viveiros localizados nos biomas Pantanal e Cerrado e abrangeu 184 amostras provenientes de peixes, água dos viveiros, sedimentos, ração e fezes de animais silvestres e domésticos presentes nas áreas de cultivo. As análises microbiológicas seguiram protocolos internacionais e foram confirmadas por testes moleculares, permitindo identificar a ocorrência da bactéria, os sorotipos circulantes e os perfis de sensibilidade a antimicrobianos. Os resultados indicaram a presença de dez sorotipos diferentes, com predominância dos intitulados Saintpaul e Newport, além de níveis moderados de resistência a alguns antibióticos, embora sem detecção de cepas multirresistentes.

Agora veja o que os cientistas recomenda para que se evite a contaminação ao consumir pescado. Mesmo que o pescado tenha sido exposto a microrganismos durante a produção, cuidados simples na cozinha reduzem o risco de contaminação alimentar praticamente a zero:

Primeiro cuidado: Armazenamento

Mantenha o pescado refrigerado (até 4 °C) ou congelado.

Evite deixar o produto fora da geladeira por longos períodos.

Evite contaminação cruzada

Separe peixe cru de alimentos prontos para consumo.

Utilize facas, tábuas e utensílios diferentes para alimentos crus e cozidos.

Lave bem as mãos, utensílios e superfícies após manipular o pescado cru.

 

Para fazer um cozimento seguro cozinhe completamente o pescado (temperatura interna acima de 70 °C). Evite consumir peixe cru ou mal cozido sem um selo de inspeção sanitária.

E agora os cuidados com a higiene na cozinha. É importante descartar líquidos da embalagem e higienize a pia após o preparo. Prefira sempre produtos de origem inspecionada.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE