Palmito pupunha é a base para um novo tipo de espaguete
Estudos de corte e aproveitamento das partes do palmito pupunha resultaram no desenvolvimento de um novo produto para comercialização. A parte apical, mais próxima ao tolete, com textura mais firme e fibrosa, normalmente é descartada ou confere baixa qualidade ao produto em conserva in natura. Daí surgiu o espaguete de pupunha. Esse produto com alto valor agregado foi aprovado para ser consumido como entrada ou prato principal por 60 mulheres que fazem compras em supermercado. O estudo da atitude do consumidor frente a esse novo produto foi conduzido pela pesquisadora Daniela Freitas do Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ). A vontade de utilizar o produto em novos preparos culinários atraiu 45% das avaliadoras, que o preferiram o espaguete ao palmito em tolete ou picado.
O espaguete de pupunha minimamente processado foi o produto mais citado para consumo como entrada e prato principal, o que é uma novidade na forma de consumo convencional. “Foi observado um bom potencial de mercado para o palmito minimamente processado na forma de espaguete pelo fato de as consumidoras gostarem do produto, pelo desejo de provarem novas receitas e por considerarem valer o custo adicional”, disse a pesquisadora Daniela Freitas.
Há mais de dez anos, os pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) realizam estudos para agregar valor ao palmito pupunha. As soluções tecnológicas desenvolvidas aumentam a vida útil e a qualidade do produto, e já foram adotadas por produtores do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

