Palmito de pupunha, uma alternativa de renda na pequena propriedade rural
O palmito retirado da pupunha possui características que o diferenciam dos demais: é mais macio e é resistente à oxidação, ou seja, ao escurecimento. Por isso, tolera um tempo maior de armazenamento, pode ser comercializado e consumido fresco, com o mínimo de processamento e sem perda de qualidade. A pupunheira, espécie originária da Amazônia, tem grande potencial para produção de palmito em áreas abandonadas pelos diferentes usos da terra. Por isso, representa importante alternativa agroecológica para diversificação da fonte de renda na pequena propriedade rural.
Uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos e a Embrapa Floresta tem o melhorar a qualidade de produtos para os agricultores. Uma das tecnologia é a que promove a conservação de alimentos minimamente processados, que proporciona ao consumidor um produto muito parecido com o fresco, de vida útil prolongada e, ao mesmo tempo, garante a segurança para o consumo, com um mínimo de perda da qualidade nutritiva e sensorial.
No caso do processamento mínimo aplicado ao palmito de pupunha refere-se às operações de transformação da matéria-prima, que é o talo, resultando em um produto sem a perda da condição de frescor e que inclui procedimento de higienização.
De acordo com o pesquisador Álvaro Figueiredo, da Embrapa Florestas, uma das principais vantagens do processamento mínimo para o produtor é poder comercializar diretamente o seu produto em feiras ou supermercados, sem a necessidade de colocá-lo em vidros. Com isso, o produtor agrega valor ao produto e consegue comercializá-lo por um preço três vezes maior do original.
O pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Antônio Soares Gomes, fala sobre as etapas do processamento mínimo, que aumenta a vida útil do produto de 5 para 22 dias sem a necessidade de colocá-lo em vidros. “Antes do processamento mínimo é preciso colher o palmito e fazer uma pré-lavagem do produto. Em seguida, faz-se o descascamento e o corte, separando os toletes do coração. Após esta etapa, procede-se à sanitização em água clorada e a secagem dos toletes. Em seguida, mergulha-se o produto em uma solução filmogênica, deixando-o por aproximadamente 3 minutos. Após a secagem natural dos toletes, forma-se uma película natural comestível que ajuda na preservação do palmito de pupunha por mais tempo”, explica antônio Soares Gomes.


