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Conheça um manual com 20 coisa que o produtor rural não pode esquecer no trabalho com gado, agricultura e produção de forragem

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O manual funciona com uma análise criteriosa dos detalhes e do dia-a-dia de uma propriedade produtiva. O produtor rural deve começar conhecendo bem a sua terra. Dessa forma vai poder decidir e escolher, qual função dará prioridade para o desempenho produtivo da fazenda. Portanto é importante saber qual a área total e quais as  áreas aproveitáveis; Conhecer o tipo de solo; o relevo; a disponibilidade de água; além de áreas de reserva e preservação; bem como acesso e logística.

No segundo ponto do manual o produtor deve fazer uma análise do solo, para que se possa fazer a correção da acidez; calagem; e quantidade de fósforo, potássio e outros nutrientes para adubação das culturas e pastagens. Ai, vai uma dica: Evite adubar “no olho”.

Terceira etapa do manual do produtor: Planejar a água. No Nordeste, água é patrimônio produtivo. Então é importante calcular o consumo dos animais; necessidade das culturas; capacidade de açudes e reservatórios; possibilidade de poço; irrigação; e reserva estratégica para a seca.

O quarto item do manual recomenda escolher atividades compatíveis com a propriedade. Não existe uma atividade que seja melhor para todas as propriedades. É preciso analisar e fazer o cruzamento dos seguintes itens: solo + clima + água + mão de obra + capital + mercado.

Quinto item: Aprender a calcular lotação animal. Para pecuária, não basta saber quantos hectares existem. É preciso saber quanto de forragem a área produz e quantos animais ela suporta, principalmente durante a seca.

No sexto item vamos preparar a melhor forma de produzir alimento para o período seco, principalmente quando se trata de terras na região do semiárido nordestino. Uma das maiores diferenças entre uma pecuária planejada e uma pecuária vulnerável é a preparação para a estiagem. Nesse caso, o produtor deve trabalhar com palma forrageira; capins adaptados; sorgo; milho para silagem; feno; bancos de proteína; resíduos agrícolas adequados.

No sétimo ponto do manual deve-se conhecer a nutrição dos animais. Para isso, é importante saber avaliar a energia; proteína; minerais; água; condição corporal; necessidade nutricional de cada categoria.

O oitavo ponto é a preocupação com a saúde. Fazer controle sanitário, mantendo o calendário para vacinação; vermifugação quando indicada; controle de carrapatos; controle de moscas; identificação e tratamento precoce de doenças; e quarentena de animais recém-comprados.

O nono passo é selecionar animais pelo interessa que o produtor quer aprofundar. Para gado de corte, leite ou dupla aptidão, os critérios são diferentes. Mas é importante avaliar:

genética;

fertilidade;

adaptação ao ambiente;

conformação;

produção;

histórico sanitário;

desempenho dos pais.

O décimo ponto refere o controle da reprodução. Como sabemos, a reprodução determina grande parte da rentabilidade da pecuária, por isso, deve-se acompanhar: idade à primeira reprodução; taxa de prenhez; intervalo entre partos; nascimento de bezerros; mortalidade; e descarte de animais improdutivos.

Chegamos ao décimo primeiro item com a necessidade de registrar tudo. Com uma caderneta faça um diário com todo o sistema de gestão. Registre a entrada de animais novos, a venda dos antigos; a produção de leite; ovos; frutas; grãos. E os gastos com ração; medicamentos; fertilizantes; sementes; mão de obra; combustível; energia; e manutenção.

No 12º item vamos calcular o custo de produção. Por exemplo:

1 – Custo por hectare = todos os custos da atividade ÷ hectares produtivos.

2 – Na pecuária: Custo por kg produzido = custo total da produção ÷ kg produzidos.

Sem isso, o produtor pode estar vendendo muito e ainda assim perdendo dinheiro.

13º ponto do manual: Saber o ponto de equilíbrio. O produtor precisa saber quanto precisa produzir e vender para pagar todas as despesas. A partir daí, começa a existir margem para o lucro da propriedade.

Atenção para o décimo quarto item: Aprender a comprar bem. Nem sempre o menor preço é a melhor compra. O produtor deve comparar: preço; qualidade; rendimento; durabilidade; frete; assistência técnica.

E claro, no décimo quinto item do manual, o produtor deve vender bem. É preciso evite ficar obrigado a vender porque precisa urgentemente de dinheiro. Planejamento financeiro permite escolher melhor quando, para quem e como vender.

O décimo sexto item é fomentar formas de agregar valor aos seus produtos. Em vez de vender somente matéria-prima, algumas propriedades podem ganhar mais trabalhando com:

leite → queijo;

frutas → polpa;

mandioca → farinha;

mel → produtos beneficiados;

carne → produtos processados, quando legalmente estruturados.

O décimo sétimo item do manual é a preocupação e o conhecimento do crédito rural. O produtor deve conhecer as linhas disponíveis para investimento; custeio; irrigação; máquinas; instalações; melhoria de pastagens; armazenamento; energia; infraestrutura hídrica. É bom destacar que o crédito deve ser usado com projeto e capacidade de pagamento, não simplesmente porque está disponível.

No décimo oitavo item da cartilha, saber usar as novas tecnologias. Mesmo em uma propriedade de 50 hectares, pode valer a pena utilizar o GPS; aplicativos de gestão; imagens de satélite; irrigação eficiente; balança; identificação individual dos animais; controle reprodutivo; energia solar.

Na décima nona orientação, o produtor deve ter um plano para a seca. Para o Nordeste, isso deve ser colocado como uma das prioridades. O  produtor, então, já deve entrar na estiagem já sabendo:

Quanto alimento tem

Quanto tempo ele dura

Quanto de água tem

Quantos animais consigo manter

Quanto dinheiro preciso para comprar alimento

 

Finalmente, no último item do manual, o vigésimo, o produtor deve pensar na sua propriedade como uma empresa rural.

 

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