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Ovinos alimentados corretamente emitem menos gases do efeito estufa no semiárido

Ovinos alimentados corretamente emitem menos gases do efeito estufa no semiárido

🕔26.set 2020

O estudo foi publicado pela Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) e aponta que estratégias de nutrição para raças de ovinos localmente adaptadas ao Semiárido podem reduzir a emissão de gases de efeito estufa por esses animais. Em ensaio experimental com 64 fêmeas da raça Santa Inês em período de crescimento, houve redução em até 57% da emissão de metano, um dos principais gases causadores de efeito estufa, quando se diminuiu a proporção de alimento volumoso na dieta. Com dieta semelhante, a redução da emissão em fêmeas em crescimento da raça Somalis Brasileira chegou a 30%.

No experimento, a dieta fornecida aos animais teve composição com alimentos volumosos, de feno de Tifton e concentrados com milho, farelo e óleo de soja, com variações em diferentes proporções. A melhor resposta em termos de mitigação de gases aconteceu com proporção de 20% de volumoso para 80% de concentrado. Esse resultado indica que a utilização de dietas com maior produção de ingredientes concentrados em nutrientes solúveis, como grãos, tortas, farelos e óleos vegetais, pode representar importante alternativa mitigadora de gases de efeito estufa, como metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2), para ovinos de grupos genéticos localmente adaptados ao Semiárido brasileiro – desde que os animais passem por período de adaptação, necessário às chamadas Dietas de Alto Concentrado

A observação demonstrou a possibilidade de que variáveis como a relação de volumoso e concentrado na dieta, a qualidade da forragem e a espécie forrageira consumida podem influenciar a produção de metano entérico (produzido pelo processo digestivo e emitido por flatulência ou arroto) por parte dos animais. Um outro aspecto é a otimização do uso dos ingredientes nessas dietas. Pela pesquisa desenvolvida, foi possível reduzir em 15% os teores de nutrientes proteicos e energéticos nas formulações dietéticas em relação aos valores normalmente utilizados nas formulações no Brasil para ovinos em terminação. Isso representa redução de custos quando a estratégia é utilizar dietas de alto concentrado. Esses fatores têm estimulado os estudos que avaliam a composição das dietas e o manejo alimentar com plantas forrageiras que minimizem a produção desses gases.

 

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE