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O produtor pode aumentar a produção de soja apenas com a escolha certa para a planta de cobertura

0 Comments 🕔31.ago 2026

A escolha da planta de cobertura pode influenciar diretamente o desempenho da cultura seguinte. É o que indica um estudo conduzido pelo GAPES ICT (Instituto de Ciência, Gestão, Tecnologia e Inovação), em Rio Verde (GO), que avaliou o impacto de diferentes plantas de cobertura no sistema de produção de soja na safra 2025/26.

Entre as coberturas avaliadas, a brachiaria híbrida Mavuno proporcionou produtividade de 83,7 sacas de soja por hectare, um incremento de 6,6 sacas/ha na comparação às 77,1 sc/ha do plantio referência, onde a soja foi cultivada após milho.

O maior ganho numérico do experimento foi registrado pelo Mix de Cobertura da Wolf Sementres que além de Mavuno leva em sua composição Crotalária, Nabo Forrageiro, Milheto BRS 1501 e Feijão Guandu. Foram colhidas 85,2 sacas por hectare, incremento de 8,1 sc/ha em relação à referência.

O estudo foi conduzido em delineamento em blocos casualizados (DBC), com quatro blocos e parcelas de 5 x 3 metros, em área com 40,42% de teor de argila. Foram avaliados seis tratamentos: milho P3601 PWU isolado, Mavuno, BRS Piatã, Ruziziensis, Mix de Cobertura e Mix de Pastejo. As avaliações incluíram produtividade acumulada do sistema soja-milho, compactação do solo, altura de planta, estande e análise de solo (Fe, K, Zn, P e Cu) antes e depois do cultivo das plantas de cobertura.

Os resultados da produtividade da soja foram: 77,1 sc/ha para a referência (milho isolado), 83,7 sc/ha para Mavuno, 81,1 sc/ha para BRS Piatã, 79,2 sc/ha para Ruziziensis, 85,2 sc/ha para o Mix de Cobertura e 79,4 sc/ha para o Mix de Pastejo. “O estudo do GAPES, não mostrou apenas ganho de produtividade na soja. O Mavuno também produziu mais matéria seca, 9,6 toneladas por hectare, contra 7,9 do Piatã e 6,2 da ruziziensis. São dois parâmetros que caminham juntos e mostram a consistência do material dentro do sistema”, afirma Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Seeds.

O trabalho também analisou a relação entre os atributos químicos do solo e a produtividade. Foi identificada correlação positiva moderada (r = 0,46) entre os teores de fósforo remanescentes no solo e a produtividade da soja. Entre os tratamentos, o Mix de Cobertura apresentou a menor redução no teor de fósforo após o cultivo das plantas de cobertura, de 14,55%, enquanto os demais tratamentos registraram quedas superiores a 25%.

“Durante muito tempo, a gente trabalhava com estimativa. Agora temos a prova: um estudo conduzido por um instituto respeitado, ao longo de dois anos, mostrando o que o Mavuno entrega dentro do sistema de produção. O que sempre vimos e ouvimos dos agricultores agora comprovado pela ciência”, explica Alexander Wolf, CEO da Wolf Seeds.

 

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