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O guandu usado no consórcio com o milho

🕔13.jun 2015

guandu mandarimÉ a forrageira BRS Mandarim, o guandu que vem sendo empregado nas pesquisas (Cajanus cajan cv. Mandarim) do consórcio milho/guandu. Ela é uma leguminosa forrageira, semiperene, de elevado teor proteico, digestibilidade e adaptabilidade. “A digestibilidade do material pode garantir maior concentração de proteína realmente aproveitada pelo animal”, observa Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa. Mas a BRS Mandarim apresenta também resultados satisfatórios para a recuperação de pastagens degradadas em sistemas de integração com braquiária, contribuindo para restabelecer a fertilidade do solo e melhorar o desempenho animal.

Com o plantio da leguminosa, segundo a pesquisadora Patrícia Anchão, comparando-se à pastagem degradada, ocorreu aumento no desempenho individual e na lotação animal por hectare. Na integração do guandu BRS Mandarim com a braquiária, o ganho de peso médio por animal foi 51% maior, cerca de 132 gramas a mais ao dia na primeira safra de implantação do consórcio. O ganho de peso por hectare também foi maior por safra, 55% na primeira e 170% na segunda safra.

Um dos pontos mais importantes da integração do BRS Mandarim com o pasto é, conforme o melhorista Rodolfo Godoy, o alto potencial para adubação verde, pela adição de nitrogênio no solo. “Por ser uma leguminosa, o guandu fixa nitrogênio nas raízes. Assim, o produtor recupera o pasto sem a necessidade de usar adubação nitrogenada. É uma maneira eficiente e prática de recuperar uma pastagem, gastando menos”, afirma.

Ele ainda destaca que a planta auxilia na recuperação das propriedades físicas do solo, ao promover sua descompactação. Dessa forma, permite que o sistema radicular da gramínea consorciada atinja profundidade maior e seja mais resistente à seca. A linhagem BRS Mandarim pode ser plantada em qualquer tipo de solo, por ser resistente à baixa fertilidade, mas não tolera solos encharcados.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE