O feijão de corda bem adaptado ao semiárido brasileiro
Ele ocupa o quarto lugar em área plantada no nordeste. É o feijão vigna, também chamado feijão macassar, feijão de corda ou feijão-caupi, que é considerado a principal fonte de proteína na alimentação de muitos agricultores nordestinos e de suas famílias. O grão do feijão vigna é bastante nutritivo, sendo fonte de proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. Na Paraíba, é cultivado em quase todas as micro-regiões.
Apesar de ser considerada uma cultura tropical, compatível com as condições ecológicas do nordeste brasileiro, os cultivos de feijão macassar apresentam baixa produtividade no sistema de produção familiar. A fim de encontrar variedades mais produtivas, pesquisadores da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) começaram a realizar testes em diferentes variedades encontradas na região nordeste.
Entre as novas cultivares e linhagens de feijão macassar testadas pela Emepa no Agreste e Cariri paraibano foi identificada uma linhagem (L 281005), chamada de IPA 207 no Estado de Pernambuco. Esse material apresentou produtividade em torno de 1200 quilos de grãos por hectare, resultado significativamente melhor quando comparado com outras cultivares, como a Cariri e Canapu, tradicionalmente plantadas na Paraíba, que apresentam um rendimento inferior a 700 quilos de grãos por hectare.
Segundo o pesquisador João Felinto dos Santos, esse material é precoce, flora aos 42 dias e sua colheita é realizada entre 65 e 70 dias. Apresenta grãos graúdos e o comprimento da vagem chega a 25 centímetros. Sementes da IPA 207 já estarão disponíveis para plantio na próxima safra .
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