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Agricultor brasileiro precisa descobrir a importância de produzir e consumir milheto

🕔31.out 2020

O milheto possui um grande potencial de crescimento no Brasil. Isso por ser uma planta já adaptada ao clima do Brasil e por possuir maior resistência ao calor e à seca, se comparado a outros cereais tradicionais. “E por ser uma planta bem resistente ao déficit hídrico e altas temperaturas, a cultura poderia ser cultivada em regiões pobres do semiárido nordestino, com objetivo de ser uma opção versátil e nutritiva, para alimentação dos agricultores e também de seus animais”, afirma a pesquisadora e engenheira de alimentos Drª Amanda M. Dias Martins.

Apesar de não haver dados oficiais sobre o cultivo de milheto no Brasil, pesquisadores estimam que existam 5 milhões de hectares de áreas plantadas. Isso equivale aproximadamente ao território do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisadora revela que existem dois tipos de millet produzidos no país. São o proso millet (Panicum miliaceum L.), popularmente conhecido como painço, e a espécie pearl millet (Pennisetum glaucum L. R. Br), conhecida como milheto ou milheto–pérola, devido aos seus grãos terem formato perolado.

No mundo, o milheto possui um cultivo muito forte em países como Índia, Senegal, Nigéria e China. Nesses locais, o grão é usado para compor a alimentação humana. Já no Brasil, ele é mais comumente destinado a compor rações de animais e como cobertura vegetal. Em nosso País, a produção de grãos de milheto está mais concentrada nos Estados do Mato Grosso, Goiás e Bahia, mas em outros Estados a área plantada vem crescendo todos os anos, de forma significativa.

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