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O agricultor pode descobrir as áreas férteis e as de baixa produtividade na própria fazenda

🕔25.abr 2022

Por meio do uso de tecnologias de precisão é possível detalhar o impacto dos riscos climáticos até dentro das áreas de cultivo de uma mesma fazenda. Para isso, um mapa de colheita pode ajudar, identificando as áreas de baixa produtividade e relacionando-as com variáveis climáticas e resultados econômicos ao longo dos anos.

Esse procedimento pode auxiliar na tomada de decisão do produtor, em relação às áreas a serem cultivadas ou não, reduzindo o impacto da baixa umidade no solo. Ampliando essa perspectiva, o conceito de zonas de manejo foi utilizado no estudo para abordar a variabilidade espacial da produção dentro das áreas agrícolas.

Estudo, conduzido por cientistas da Embrapa, deduziu que a utilização de zonas de manejo, definidas com base nos mapas de produtividade de soja, que relacionam a produtividade com a posição geográfica precisa, permite o estabelecimento de um plano estratégico para minimizar os impactos dos anos secos, incluindo a substituição dos cultivos de maior risco.

Conforme o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Marcos Neves, “a utilização da estratégia de plantar o capim-sudão nas zonas de baixa produtividade funciona como um seguro contra os impactos financeiros negativos nos anos mais secos. Estratégias mais elaboradas podem ser definidas em função de previsões meteorológicas confiáveis para os próximos meses, onde a escolha do que plantar e em qual zona, pode variar em função desta previsão”, acredita ele.

Com isso traça-se um mapa onde é possível identificar a variabilidade da produtividade e relacioná-las com as características de solo e clima nos diferentes anos. O monitoramento do sistema, com o acompanhamento dos custos e rendimentos, é realizado desde 2011 e está incluído na Rede de Pesquisa de Agricultura de Precisão.

 

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