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Novas sementes de forrageiras para engordar mais o boi no pasto

🕔21.out 2020

As novas cultivares vão acumulando tecnologia em suas sementes, o que pode garantir maiores ganhos para os pecuaristas. “As novas cultivares podem proporcionar um benefício fantástico para o setor, e foram lançadas para atender as diferentes demandas do setor produtivo. Por outro lado, trazem mais desafios para os técnicos e profissionais do setor, na recomendação acertada de cada cultivar para as diferentes condições e circunstâncias existentes”, ressalta.

Veja aqui algumas cultivares de forrageiras para pastejo desenvolvidas para o Cerrado:

BRS Paiaguás (2013, Brachiaria bizantha) – alta produção de forragem no período da transição das águas para a seca. É menos exigente em fertilidade do solo, comparada às demais cultivares da espécie. Pode ser cultivada em áreas com média a baixa fertilidade. Uma desvantagem é sua pouca resistência às cigarrinhas da pastagem.

BRS Ipyporã (2017, híbrida de Brachiaria ruziziensis e Brachiaria brizantha) – alta resistência às diferentes espécies de cigarrinhas da pastagem, incluindo as do gênero Mahanarva. De porte baixo, seu estabelecimento é mais lento, mas seu valor nutritivo é muito elevado. É mais exigente em fertilidade do solo comparada às cultivares de B. brizantha. Recomendada para solos de média à alta fertilidade.

BRS Zuri (2014, Panicum maximum) – excepcional em produção de forragem e de alta qualidade. Supera o Tanzânia e o Mombaça em capacidade produtiva. É altamente responsiva a fertilizantes, apresentando um crescimento vigoroso. Recomendada para solos de média à alta fertilidade.

BRS Tamani (2015, híbrida de Panicum maximum) – de porte baixo, tem como principal característica a facilidade de manejo, podendo ser manejada em lotação contínua. Apresenta produção de forragem mais baixa que as demais cultivares de P. maximum, mas compensa com elevado valor nutritivo. Também é recomendada para ovinos.

BRS Quênia (2017, híbrida de Panicum maximum) – última cultivar de P. maximum lançada pela Embrapa. Apresenta elevada quantidade de perfilhos e uma relação folha/haste bastante favorável. De porte médio-alto, oferece maior facilidade de manejo do que a BRS Zuri. Possui alta capacidade produtiva e elevada qualidade.

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