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Monitor de Secas diz que a seca no nordeste está mais branda este ano

🕔13.mar 2024

O fenômeno é menor em Alagoas, Bahia, Piauí e Sergipe. Enquanto a severidade da seca se manteve estável no Rio Grande do Norte, o fenômeno se intensificou no Ceará, Maranhão, Paraíba e Pernambuco.  Na comparação entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em quatro estados nordestinos: Alagoas, Bahia, Piauí e Sergipe.

No sentido contrário, outros quatro estados tiveram intensificação da seca nesse período: Ceará, Maranhão, Paraíba e Pernambuco. Já no Rio Grande do Norte o fenômeno se manteve com severidade estável. O quadro geral da região em janeiro se configura como a situação mais branda de seca no Nordeste desde outubro de 2023.

Em termos de áreas com seca, o Nordeste teve uma redução da área total com seca de 97% para 92% entre dezembro e janeiro por conta das diminuições de 100% para 99% do território baiano e de 100% para 73% do território piauiense. Nos demais sete estados nordestinos, as áreas com seca se mantiveram estáveis nesse período. Esse quadro se configura como a menor área com seca na região desde agosto de 2023, quando houve seca em 72% da região.

Entre dezembro e janeiro, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em nove unidades da Federação, conforme a última atualização do Monitor de Secas: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí e Sergipe. Em nove estados a seca ficou mais intensa no período: Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Roraima e Tocantins. A seca ficou estável, em termos de severidade, em seis estados: Amapá, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo. Já no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não houve registro do fenômeno.

O Monitor de Secas realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

 

 

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