Manejo da terra com o sistema plantio direto e o uso de plantas de cobertura
O sistema plantio direto é uma forma de manejo conservacionista que tem como princípios básicos a cobertura vegetal do solo, a rotação de culturas e a semeadura direta na palha, com revolvimento mínimo do solo. Essa camada de palha cria um ambiente favorável ao desenvolvimento das plantas, contribuindo para estabilizar a produção e para melhorar ou manter as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
As plantas de cobertura têm a função de produzir biomassa para formação de palhada na superfície do solo, deixando-o protegido e menos suscetível à erosão. Ao longo dos anos, as raízes das plantas de cobertura aumentam a palhada na superfície do solo e a ausência de revolvimento do solo melhora a sua estrutura, a ciclagem de nutrientes e a retenção de água.
Conforme o pesquisador Júlio Bogiani, é comum os produtores confundirem o plantio sobre a palha dos restos culturais da safra anterior com o sistema plantio direto. “Geralmente essa palha não é suficiente para cobrir o solo e se degrada facilmente devido às altas temperaturas”, explica.
É o caso do algodão, que no Brasil normalmente é cultivado em rotação ou sucessão com a soja. Após a colheita da soja, as áreas permanecem em pousio durante a entressafra. “Como os restos culturais da soja são rapidamente decompostos, durante o período do outono/inverno/primavera, até a semeadura da safra de algodão, o solo fica pouco protegido por restos culturais. Uma estratégia para produzir matéria seca após a cultura da soja é o cultivo de plantas de cobertura em segunda safra”, recomenda o pesquisador.

