Mais tecnologia e menos queimadas para manter as pastagens produtivas
Segundo as pesquisas, para cada 10 hectares queimados, o produtor perde o equivalente a um boi gordo. Isto porque o fogo lança na atmosfera carbono, nitrogênio e enxofre e o restante dos nutrientes contidos nas cinzas é carregado pela chuva, tornando a terra pobre e suscetível a erosões em curto espaço de tempo.
As queimadas indiscriminadas prejudicam o solo, destroem a biodiversidade, agravam o efeito estufa, causando prejuízos econômicos e sociais irreversíveis. Os especialistas da Embrapa recomendam algumas práticas para um bom manejo dos pastos:
Primeiro, pode e deve haver consórcio de pastagens; segundo, é bom o uso de cerca elétrica para divisão e rotação dos pastos; terceiro, o produtor deve se preocupar com a melhoria genética do rebanho. Os produtores rurais que passam a adotar esse pacote tecnológico, e não fazem mais uso do fogo nas pastagens, asseguram, segundo levantamentos realizados, conseguiram aumentaram sua produtividade.
As tecnologias já existentes e acessíveis aos produtores permitem reverter esta realidade e aumentar a capacidade de suporte das pastagens para até 3 animais por hectare. No sistema tradicional, essa taxa não passa de 1 animal/hectare.

