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Mais eficiência na produção de leite criando os bezerros na casinha tropical

🕔27.ago 2015

Casinha_Tropical__dentro__201123175434O cuidado com os bezerros é essencial, principalmente com as futuras matrizes produtoras, para o sistema de produção de leite. A Embrapa Rondônia, adaptou o modelo de casinha tropical da Embrapa Gado de às condições climáticas das regiões Norte e Nordeste, permitindo um maior conforto térmico aos animais e aumento da produtividade.

“Este sistema é adotado para separar o bezerro da vaca e mantê-lo em um sistema com um manejo adequado e alimentação eficiente”, explica o pesquisador Eduardo Schmitt . As casinhas são construídas com palha de babaçu, por exemplo, mas a Embrapa Rondônia optou por construir a casinha com barras de ferro, PVC e uma manta térmica. A área estimada por bezerro é em torno de 5 metros quadrados, variando de acordo com a área disponível do produtor rural.

Ao promover a separação dos bezerros, a técnica da casinha tropical torna mais eficiente a alimentação, evita a propagação de doenças entre os animais, além de prevenir comportamentos como a mamada cruzada . O pesquisador Eduardo Schmitt destaca que o produtor deve observar o rendimento de seus animais no sistema de casinha tropical, levando em consideração que nem todos os animais se adaptam bem à técnica.

Schmitt explica que nas primeiras 24 horas de vida, o bezerro deve ingerir o colostro da vaca. Passadas as 24 horas, deve-se alojar os bezerros nas casinhas tropicais, fornecendo, em média, seis litros de leite por dia, duas vezes ao dia. O fornecimento de uma ração de qualidade pode ser iniciado a partir do terceiro dia de vida. A prática faz com que o rúmen do bezerro se desenvolva mais rapidamente e que o produtor possa desmamá-lo em até 60 dias. Após a desmama, os animais podem ser mantidos em piquetes coletivos com até oito bezerros, agrupados por idade.

Além de garantir o ganho diário de peso satisfatório, o bom sistema de produção apresenta baixa incidência de doenças. As que mais acometem bezerros de 0 a 60 dias são: diarreia, pneumonia, tristeza, infecções de umbigo e miíases (bicheira). Nessa fase, o animal deve ser avaliado diariamente.

A propriedade deve ter um calendário sanitário estabelecido por um médico veterinário que conheça a região, o que deve proteger o animal, no mínimo, contra aftosa, brucelose (estas obrigatórias) e contra as clostridioses. O profissional deve avaliar a necessidade de aplicação de outras vacinas. Outro cuidado é que o bezerro nunca seja levado ao curral, por ser o local mais contaminado da propriedade. Quando isso for necessário, o umbigo deve ser curado ainda no local de nascimento dos animais, antes que eles sejam deslocados. A cura do umbigo é uma etapa muito importante e deve ser feita por três dias seguidos, duas vezes ao dia, com iodo puro a 10%.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE