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É cada vez maior o interesse dos turistas por visitas à natureza

🕔09.fev 2022

Embora muitos turistas não saibam, alguns dos destinos mais desejados do Brasil estão em unidades de conservação, áreas naturais protegidas por lei. São destinos perfeitos para viajantes que buscam contato com a natureza. O Brasil conta hoje com cerca de 2 mil unidades de conservação (UCs). Considerando apenas as 334 unidades federais, menos de um terço está aberta ao público.

Um relatório publicado recentemente pela Fundação Grupo Boticário indica que, nos últimos 13 anos, o turismo em áreas protegidas aumentou mais de 300%, chegando a 15 milhões de visitantes nas UCs em 2019, último ano antes da pandemia. Levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as UCs brasileiras receberam 8,4 milhões de visitas em 2020, mesmo com cerca de seis meses de severas restrições por causa da pandemia.

“Visivelmente, existe um aumento do interesse das pessoas em conhecer a natureza brasileira, especialmente com a questão da preservação ambiental em foco em diversas discussões no mundo”, diz Emerson Oliveira, gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.

Para o professor do Instituto de Biociências da UniRio e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Carlos Augusto Figueiredo, a busca por contato com a natureza e a visitação de espaços naturais sempre foi de grande importância. “A indústria do turismo busca se apropriar do desejo humano de contato com paisagens extraordinárias e, em última análise, com a natureza, como motor econômico. A forma que essa exploração econômica se dá é determinante para a sustentabilidade das próprias paisagens e atributos naturais”, afirma.

Entre os principais atrativos das unidades de conservação estão rios, cachoeiras, chapadas e serras. Oliveira ressalta que o turismo praticado nessas áreas não é o de massa, mas aquele voltado “à educação ambiental, à pesquisa científica e à consciência da importância da conservação da fauna e da flora. Esse é um turismo que precisa ser mais especializado. Deve ser feito com cuidado para que essas áreas sensíveis não sofram impacto ambiental e degradação”, explica.

 

 

 

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