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Donos de viveiros de sementes e mudas aprovam os novos clones de seringueira

🕔12.Maio 2021

Atualmente as opções de diversificação de clones de seringueira são apontadas como uma das principais as vantagens para o crescimento da produtividade e oferta de produtos. A Embrapa desenvolveu 14 novos materiais comercializados em oferta pública para multiplicadores no final de 2020. Os produtores de mudas interessados nos novos clones de seringueira selecionados pela Embrapa Cerrados (DF) apontam a produtividade e a tendência de crescimento do mercado da borracha como um ótimo momento para novos investimentos.

Para os produtores, além de serem mais produtivos, o que pode trazer maior rentabilidade do setor produtivo, os novos clones representam um número maior de materiais que podem ser disponibilizados ao mercado, dessa forma, diz Agnaldo Gomes, um viveirista de Goiás,  “Teremos condições de trabalhar com menor risco. Quando você tem poucos materiais, o risco (de perdas por doenças) é mais alto”, comenta.

Outro aspecto lembrado por Gomes, que acompanha seringais nos Estados do Centro Oeste e em Minas Gerais, é o de que cada material tende a se comportar melhor que outros em determinadas regiões e condições ambientais. “Espero que os produtores comecem a observar com atenção esses novos materiais atestados pela Embrapa e os testem na propriedade, respeitando as proporções técnicas de acordo com o tamanho da área e com o local do projeto”, completa.

Também com a expectativa de aumento da produtividade dos seringais, José Carlos da Silva, de Santa Rita do Novo Destino (GO), adquiriu um lote de cada um dos 14 clones ofertados. Na Fazenda Laje Verde, propriedade de que é sócio com os irmãos Lindomar e Nilsmar Noronha, 20 hectares são destinados ao plantio de seringueiras RRIM 600 e à produção de mudas desse clone e do TR 01, outro material conhecido no mercado. O Viveiro JLN comercializa as mudas em Goiás, Tocantins, Minas Gerais e na Bahia.

Entre as novas sementes, estão os clones PB 312, o RRIM 937, o PC 119, o RRIM 713 e RRIM 938. Além desses, os produtores podem selecionar também os clones PR 255, GT 1, IAC502 e IAC 511. As mudas são comercializadas principalmente para São Paulo, principal Estado produtor de borracha natural do País – 66,8% de todo o látex coagulado em 2019, de acordo com o levantamento Produção Agrícola Municipal, do IBGE –, além de Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

A previsão é de que as mudas formadas estejam disponíveis aos produtores a partir do início do próximo ano, dependendo das condições do desenvolvimento das plantas matrizes dos viveiristas. Ao analisar a expectativa do mercado nacional de borracha natural frente à conjuntura de redução da oferta mundial, aumento do consumo e consequente elevação dos preços, a tendência é que o produtor renove os seringais usando genética de alta produtividade e volte a plantar mais seringueiras nos próximos anos.

 

 

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