Dois novos bioinseticidas são colocados no mercado mas têm uso reservado
Bioinseticidas são produtos desenvolvidos a partir de organismos vivos e que não contêm substâncias químicas, sendo inofensivos à saúde do homem, animais e plantas. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília, no Distrito Federal, desenvolveu um produto voltado para a agropecuária mas que vem sendo usado também para matar larvas do mosquito da dengue.
O inseticida biológico é desenvolvido a partir de uma bactéria existente no meio ambiente (Bacillus sphaericus) que tem se mostrado uma solução muito eficaz no combate a mosquitos, eliminando diretamente suas larvas. Mortal para os insetos, essa bactéria é inofensiva ao homem e aos animais. Os bioinseticidas ainda têm a vantagem de não acumular resíduos prejudiciais à natureza.
A pesquisadora da Embrapa Rose Monerat, explica que o inseticida natural o produto afeta as larvas dos insetos, não tendo efeito em indivíduos adultos. Assim, deve ser aplicado diretamente aonde os mosquitos se reproduzem, como águas estagnadas, lagoas, represas, bocas de lobo, fossas e estações de tratamento de esgoto, com pulverizador manual ou motorizado. “Quando aplicado, 24 horas depois, a larva já está morta”, afirma.
Dois bioinseticidas já estão sendo produzidos e comercializados: o Sphaerus SC, que combate o mosquito causador da malária; e o BT-Horus SC, que mata as larvas do mosquido da dengue e do inseto conhecido como borrachudo. Devido à legislação brasileira, o produto só pode ser adquirido por órgãos públicos ou pessoas jurídicas, ou seja, as empresas especializadas, como detetizadoras.

