Criação de moluscos no mar de Santa Catarina não provoca prejuízos ambientais
Assegurar a qualidade ambiental das áreas de cultivo de ostras e mariscos tem sido o enfoque da pesquisa em andamento, realizada em parceria por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), e Professores do curso de Oceanografia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), no Parque Aquícola da Enseada do Itapocoroy, em Penha, no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, e na Praia de Fora, em Palhoça (SC).
De acordo com os cientistas, os dados levantados, não demonstraram impactos resultantes da atividade de maricultura nos locais investigados. Todos os parâmetros apresentaram valores inferiores aos estabelecidos pela legislação ou próximos a valores de literatura, não indicando, portanto, prejuízos à qualidade de água em função da presença das atividades do cultivo. As análises dos fluxos de GEE mostraram que a produção de moluscos também não apresentou impactos no balanço natural de GEE nas áreas investigadas.
Esta foi a quarta campanha realizada nas áreas de cultivo de moluscos em Santa Catarina e os resultados que estão sendo apurados são pioneiros no Brasil. Para 2020, mais duas coletas já estão programadas, uma vez que os cientistas incluíram novas variáveis ao estudo ambiental. As pesquisas no mar catarinense são uma ação da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP), financiada pelo Projeto BRS Aqua, por meio da Rede Nacional de Pesquisa de Monitoramento Ambiental da Aquicultura em Águas da União. O BRS Aqua é o maior projeto de pesquisa em aquicultura já realizado no Brasil, fruto da parceria entre Embrapa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da SAP.
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