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Como identificar o ataque do amarelecimento-letal em coqueiros

🕔24.abr 2016

praga do coqueiro 3 plantaçãoO amarelecimento-letal é uma doença causada por um microrganismo do tipo fitoplasma que se dissemina por meio de insetos vetores, os quais se alimentam das folhas de palmáceas (Myndus crudus Van Duzee), e já atingiu coqueirais e palmáceas da África, Costa Atlântica, várias ilhas da América do Norte e Central e já se encontra no México e Honduras.

Registrada a doença em uma área, a paisagem muda em questão de meses. Os coqueirais afetados ficam, na fase final da doença, com os troncos do coqueiro sem folhas, lembrando postes após uma explosão, e a imagem contrasta com os cartões postais de praias tropicais.

Em 1980, a doença foi responsável pela morte de mais de sete milhões de palmeiras na Jamaica. Epidemias similares a essa ocorreram também em Cuba, Haiti, República Dominicana, Bahamas e Flórida. Em 1997 a doença chegou a Cozumel e Cancun, no México, e seguiu pela península de Yucatán até Honduras. Nos últimos 30 anos, cerca de 50% dos coqueiros da Flórida e 80% dos da Jamaica morreram em consequência do amarelecimento-letal.

Os coqueiros, além de diversas outras espécies de palmáceas suscetíveis à doença, e uma vez infectadas, morrem em um período de três a seis meses após o aparecimento dos primeiros sintomas. Não existem tratamentos eficientes para o controle dessa doença.

De acordo com Dollet, é impossível prever por onde ou quando a doença poderá chegar ao Brasil. “O amarelecimento-letal pode chegar via América Central, Caribe ou diretamente da Flórida (EUA) ou Moçambique. Muitos focos são resultantes de importação sem controle que introduzem a doença e seu inseto vetor”, explica.

Uma das iniciativas para prevenção foi a edição de um boletim de alerta para a doença, que terá distribuição massificada entre produtores, agentes de defesa agropecuária e assistentes técnicos das regiões produtoras. A publicação está disponível online.

Os sintomas aparecem em sequência, começando pela queda repentina de todos os frutos da planta, tanto os grandes quanto os pequenos; em seguida se observa o amarelecimento das folhas mais velhas – que estão na porção mais baixa da planta; depois vem o escurecimento, manchas marrons e necrose das inflorescências; no próximo estágio, há a progressão do amarelecimento das folhas de baixo para cima – após amarelecer, a folha se torna marrom e ocorre a sua queda; no estágio final ocorre o apodrecimento e morte da planta, restando apenas o estipe sem folhas.

Os especialistas afirmam que a única maneira de contingenciar a doença é quando existem poucas plantas infectadas. Ao permitir que um foco da doença se dissemine, poderá ser necessário que todas as plantas da área sejam destruídas. Caso contrário, a doença vai se espalhar para plantações vizinhas e poderá atingir todo o País. Os pesquisadores ressaltam que a doença não causa qualquer problema à saúde humana e animal.

Assim que o produtor perceber um ou mais coqueiros, ou outra espécie de palmeira, com os sintomas descritos, deve fotografar as plantas e entrar em contato com a Embrapa através do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

Além de entrar em contato com a Embrapa, o produtor deve procurar a Superintendência Federal de Agricultura do seu estado, que adotará os procedimentos de coleta de amostras na plantação e as encaminhará para exames nos laboratórios, sob a responsabilidade do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Ministério.

Os contatos da Ouvidoria do Mapa em Brasília são 0800 704 1995 e ouvidoria@agricultura.gov.br.

 

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