Cientistas identificam as seringueiras resistentes ao mal-das-folhas
A doença, causada pelo fungo Paracercospora ulei (anteriormente identificado como Microcyclus ulei), é o pior problema enfrentado no cultivo de seringueira em regiões quentes e úmidas da América do Sul e representa um dos principais obstáculos para a heveicultura na Amazônia. A pesquisa é estratégica para o melhoramento genético dessa cultura e abre caminho para soluções tecnológicas que ofereçam ao setor produtivo de látex plantas mais produtivas e resistentes. O trabalho inédito de pesquisa foi desenvolvido pela Embrapa.
Das diversas espécies de seringueira (Hevea spp.), algumas vêm sendo utilizadas no programa de melhoramento genético de seringueira da Embrapa. A Hevea brasiliensis é conhecida como a mais produtiva em látex e as Hevea guianensis e Hevea pauciflora, embora menos produtivas, têm apresentado resistência ao mal-das-folhas. Buscando entender o que faz uma espécie resistente e outras não, foram analisados genes dessas três espécies de seringueiras e de um híbrido, comparados a fim de identificar quais genes e o nível de expressão deles na interação entre plantas e patógeno (no caso, o fungo causador do mal-das-folhas).
O mal-das-folhas, causado pelo fungo Paracercospora ulei, é considerado a pior doença no cultivo de seringueira, pois reduz a produção de látex e pode levar as plantas à morte, gerando prejuízos na heveicultura. A ocorrência do fungo do mal-das-folhas se estende pela América do Sul e representa um dos principais obstáculos para a implantação de cultivos de seringueira nas regiões quentes e úmidas, como a Amazônia. “O fungo ocorre desde o México até o norte do Paraná, no Brasil”, conclui Gasparotto.

